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Capital

Polícia usa aparelho geográfico para localizar ossadas de vítimas de Nando

Condutivímetro mede a condutividade eletromagnética do solo e emite pulso quando encontra algum material orgânico

Por Luana Rodrigues e Adriano Fernandes | 20/12/2016 15:06
Ossadas e objetos encontrados durante escavações na manhã desta segunda-feira (19). (Foto: Polícia Civil)
Ossadas e objetos encontrados durante escavações na manhã desta segunda-feira (19). (Foto: Polícia Civil)
Condutivímetro – aparelho que mede a condutividade eletromagnética do solo. (Foto: Adriano Fernandes)
Condutivímetro – aparelho que mede a condutividade eletromagnética do solo. (Foto: Adriano Fernandes)

Um equipamento que mede a condutividade dos solos está sendo usado pela Polícia Civil nas buscas por ossadas das vítimas de Luiz Alves Martins Filho, 49 anos, enterradas em um terreno no jardim Veraneio, em Campo Grande. Esta é a primeira vez que o aparelho é usado neste tipo de operação e, somente de segunda (19) para esta terça-feira (20), já ajudou a encontrar duas ossadas.

Apesar de Nando acompanhar as escavações e indicar os locais onde enterrou suas vítimas, a polícia estava enfrentando dificuldades em encontrar os restos mortais, porque alguns já estavam enterrados há anos, e o solo local havia sido revirado.

Para ajudar nas buscas, o perito criminal , Cícero Wagner Calixto dos Santos, pediu ajuda ao professor Ary Tavares Rezende, da UFMS ( Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que é doutor em geografia física, que oi quem indicou o uso do Condutivímetro – um aparelho que mede a condutividade eletromagnética do solo - pertencente ao laboratório H2O Solos da Faenge (Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia).

“O aparelho emite uma onda eletromagnética de aproximadamente dois metros quadrados ao em torno dele mesmo. Assim que essa onda encontra alguma anomalia embaixo do solo, ela emite uma variação eletromagnética”, explica o professor.

Conforme Rezende, o padrão do solo arenoso, como é no local onde Nando enterrou os corpos, é de 20 Siemens, mas ontem o aparelho emitiu um pulso de 30 Siemens. No local, a polícia encontrou duas ossadas.

“Na Chácara da Alegria, por exemplo, há uma acumulo de matéria orgânica, mas acredito que com o aparelho teremos mais facilidade em encontrar as ossadas”, comenta perito Cícero Wagner.

Nesta terça-feira (20), o aparelho está sendo usado para vasculhar uma região de onde foi retirado um poste de energia pela manhã, para facilitar as buscas. A polícia desconfia que lá esteja enterrada uma ossada, mas até o fechamento desta reportagem nenhum osso havia sido encontrado.

Além do Condutivímetro , duas retroescavadeiras ajudam nas buscas no local, onde a polícia espera localizar pelo menos mais três ossadas.

Retroescavadeira trabalhando nas buscas por ossadas. (Foto: Adriano Fernandes)
Retroescavadeira trabalhando nas buscas por ossadas. (Foto: Adriano Fernandes)

Buscas – Depois de vários dias com chuva, a Polícia Civil voltou ao “cemitério” do Jardim Veraneio, no leste de Campo Grande, nesta segunda-feira (19). A última escavação havia sido feita há 13 dias, no dia 5 de dezembro.

Ontem, duas ossadas foram encontradas enterradas no local. Segundo a polícia, os restos mortais podem ser de Jennifer Lima da Silva e Jennifer Larissa.

Os ossos foram levados para o Imol (Instituto Médico Odontológico Legal), onde passarão por exames que confirmem as identificações.

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