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Capital

Chuva atrapalha buscas e fim de caso "Nando" pode ficar para ano que vem

Polícia ainda procura por ossadas de vítimas, além de comparsas de Nando

Por Luana Rodrigues | 15/12/2016 17:38
Luiz Alves Martins Filho, 49 anos, o “Nando”, tinha planos de matar mais gente. (Foto: Marcos Ermínio)
Luiz Alves Martins Filho, 49 anos, o “Nando”, tinha planos de matar mais gente. (Foto: Marcos Ermínio)

A Polícia Civil ainda procura por pelo menos sete ossadas de vítimas de Luiz Alves Martins Filho, 49 anos, o “Nando”. As chuvas atrapalharam as buscas por ossadas de vítimas nesta semana e, com isso, o encerramento do inquérito sobre o caso pode ficar para o ano que vem. O serial killer do bairro Danúbio Azul confessou ter sido o autor da morte de 17 pessoas.

Até agora, apenas oito ossadas foram encontras enterradas no “cemitério particular” de Nando, no jardim Veraneio. Além disso, a polícia já sabe que em dois casos de homicídio, as vítimas não foram enterradas, tiveram os corpos abandonados. Para fechar esta conta, a polícia ainda precisa encontrar sete corpos de vítimas.

“As informações são muito desencontradas, há muitos detalhes e nem sabemos ainda se são 17 vítimas mesmo, como ele confessou. Independente disto, estamos trabalhando e enquanto houver desaparecidos, nós vamos continuar procurando e investigando”, afirma o delegado que investiga o caso, Márcio Shiro Obara, da DEH (Delegacia Especializada em Homicídios).

Ainda conforme o delegado, as chuvas que caem desde o início desta semana em Campo Grande, acabaram atrapalhando as buscas pelos corpos das vítimas. Com isso, o encerramento do inquérito que investiga o caso deve ficar para o ano que vem.

“Tivemos que adiar as buscas, porque mesmo que faça sol em alguns momentos, em certas regiões a máquina não passa e não consegue fazer o trabalho. No que depender da nossa equipe, estamos trabalhando em conjunto justamente para localizar os restos mortais de todas as vítimas e terminar o inquérito o quanto antes”, disse Obara.

A polícia também busca por outros envolvidos nos crimes, comparsas de Nando, que ele insiste em não entregar, segundo o delegado. “Sabemos que existem outros envolvidos. No bairro a população diz que tem mais gente, mas não diz nomes. O Nando também não diz, e isso dificulta nosso trabalho, por isso é importante que quem saiba de algo denuncie”, diz.

As investigações continuam, sem prazo para terminar. Nando e outros cinco comparsas estão presos, a disposição da Polícia Civil. No total, 17 foram indiciados pelos crimes de exploração sexual, tráfico de drogas, ocultação, homicídio, ocultação de cadáver, associação criminosa e maus-tratos de animais.

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