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Capital

Polícia volta à mata para buscar corpo de homem desaparecido

Ricardo Ventura Barbosa, de 38 anos, não é visto desde o dia 31 de julho. A suspeita é que ele tenha sido assassinado

Por Geisy Garnes e Ana Paula Chuva | 08/08/2020 09:05
Equipes da DEH fazem buscas pela região do Jardim Colibri nesta manhã (Foto: Henrique Kawaminami)
Equipes da DEH fazem buscas pela região do Jardim Colibri nesta manhã (Foto: Henrique Kawaminami)

Equipes da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) continuam as buscas por Ricardo Ventura Barbosa, de 38 anos, desaparecido desde o dia 31 de julho em Campo Grande. Na manhã deste sábado (8), policiais voltaram à mata na região do Jardim Colibri na tentativa de localizar o corpo.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, os policiais da delegacia especializada foram ao local para checarem informações sobre a possível localização do corpo de Ricardo. Ele está desaparecido há oito dias. Para a família, testemunhas contaram que o homem foi morto a tiros, carbonizado e enterrado às margens do Córrego Bálsamo.

Desde então, polícia e a própria família tentam localizar o corpo de Ricardo. A área, no entanto, é de difícil acesso e extensa. Não há pistas sobre o ponto em que ele foi enterrado.

Para a reportagem, a mãe do desaparecido contou que o filho morava com um amigo em um barraco da favela do Bairro Alves Pereira, mas periodicamente ia à sua casa para tomar banho e comer. Na tarde de quinta-feira (30), procurou a família justamente para isso.

Depois disso, a mulher de 66 anos não viu mais Ricardo. Vizinhos, no entanto, contaram que ele andou pelo bairro na sexta-feira, mas depois desapareceu definitivamente.  O homem trabalhava como vendedor de peças de carros e era assumidamente usuário de drogas, usava o salário para manter o vício e nunca foi preso ou teve envolvimento com facções criminosas. Também nunca falou sobre ameaças ou inimigos para a família.

Até o momento, o caso é investigado como desaparecimento de pessoa.

Área das buscas é extensa e de difícil acesso (Foto: Henrique Kawaminami)
Área das buscas é extensa e de difícil acesso (Foto: Henrique Kawaminami)