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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

14/10/2014 19:05

Prefeitura pede “trégua” e promete nova reunião com professores

Michel Faustino
Presidente da ACP questiona falta de recursos da prefeitura. (Foto: Marcelo Calazans)Presidente da ACP questiona "falta de recursos" da prefeitura. (Foto: Marcelo Calazans)

Representantes da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), estiveram reunidos por mais de duas horas na tarde de hoje (14) com membros do Executivo para deliberar as tratativas quanto ao pagamento do reajuste salarial de 8,46% para a categoria, previsto em lei aprovada em 2013. Sinalizando uma "treguá", ficou definido que uma nova audiência entre representantes da categoria e o prefeito Gilmar Olarte (PP) deve acontecer até sexta-feira (17), para que a situação seja definitivamente resolvida.

De acordo com o presidente da ACP, Geraldo Alves, foi explicitado, por parte do Executivo, que existe uma vontade e uma preocupação quanto ao pagamento do reajuste, porém, a crise financeira em que o município se encontra foi evidenciada como um dos fatores preponderantes para que o impasse continue.

“Eles fizeram a mesma lamuria de sempre (sic). Disseram que querem cumprir a lei, mas não tem dinheiro no cofre. Mas, eu acredito que esse valor não vai influenciar em nada nas contas do município”, ponderou.

Segundo Geraldo,o reajuste integral de 8,46% para os cerca de 5,5 mil funcionários da educação pública municipal, representaria 0,51% no orçamento do município, o que significa um gasto a mais de apenas R$3,3 milhões.
“Esse valor do reajuste seria irrisório para os cofres públicos. Não representa nada. Portanto, é isso que estamos questionando. Tem dinheiro para pagar e eles dizem que não”, disse.

Conforme Geraldo, uma das propostas do Executivo, que era fazer o pagamento do reajuste parcelado foi “totalmente” descartada. “Nem cogitamos esse hipótese. O pagamento deve ser feito integral, até porque já faz parte de uma parcela”, disse.

Segundo ele, o reajuste da categoria está sendo parcelado desde 2013. “Foi determinado que o pagamento do reajuste fosse feito em 2 vezes em 2013 e agora em 2014 com o pagamento da ultima parcela que seria feita em outubro, corresponderia 100% do valor do piso nacional. Isso é um indicativo de que não estamos sendo intransigentes”, disse.

Conforme o presidente da entidade, mesmo com as negociões e a suposta “trégua” até uma nova audiência com o prefeito, na terça-feira (21) a direção da ACP estará na Câmara Municipal debatendo a situação com os professores.
Geraldo diz que caso a situação não seja resolvida ainda neste mês, os profissionais da educação cumprem indicativo de greve a partir do dia 03 de novembro.

Participaram da reunião os secretários Rodrigo Pimentel (Governo), André Scaff( Finanças), e o procurador geral do municipio Fábio Leandro Castro.



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