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Capital

Prefeitura vai exigir passaporte vacinal em eventos privados de carnaval

Marquinhos Trad disse que clubes e boates que descumprirem regras serão fechados pela Vigilância

Por Adriel Mattos | 26/11/2021 17:46
Mais de 200 fiscais estarão nas ruas na semana de carnaval. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Mais de 200 fiscais estarão nas ruas na semana de carnaval. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), disse nesta sexta-feira (26) ao Campo Grande News que o município vai permitir eventos de carnaval em clubes e boates sob normas rígidas de biossegurança. “Não vai ter notificação, vamos fechar quem descumprir. Estamos avisando com 90 dias de antecedência”, alertou.

Para entrar, será obrigatória a apresentação do cartão de vacinação com duas ou três doses ou ainda o teste RT-PCR negativo para covid-19 feito nas 24 horas anteriores. “Vamos reunir nosso grupo de prevenção à covid para determinar as condições”, explicou o prefeito.

Marquinhos adiantou parte das medidas que serão detalhadas pelo comitê, formado por autoridades de saúde, especialistas, gestores públicos municipais e representantes do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) e Defensoria Pública.

A realização de qualquer festividade está condicionada à emissão de um alvará sanitário. “Vai ter que cumprir regras. Haverá a obrigatoriedade de máscara e limite de foliões pela metragem do local, além do espaçamento de mesas e uso de máscara e luvas pelos funcionários”, disse o prefeito.

Haverá mais de 200 fiscais na semana do carnaval para garantir o cumprimento das medidas. “Não tem autorização, vamos fechar. Os fiscais vão a outros locais como bares”, finalizou.

Cancelamento – Mais cedo, Marquinhos anunciou que não haverá carnaval de rua em 2022, tendo em vista que a pandemia de covid-19 continua provocando mortes, ainda que em menor número após seu ápice.

“Estamos retomando, de maneira gradual, a nossa vida normal, mas ainda vivemos a incerteza do afastamento do perigo da covid-19 e o surgimento de novas variantes, que preocupam técnicos em saúde do mundo inteiro. Em razão disso, em Campo Grande, optamos por não ter carnaval de rua. Seria imprudente e irresponsável contrariar a ciência e colocar em risco a saúde da nossa gente”, justificou.

Contrários – O secretário de estado de Saúde, Geraldo Resende, disse nesta sexta-feira (26) que não aconselha a realização de eventos carnavalescos.

“Solicitei que pudéssemos fazer essa discussão dentro do comitê para que o governo tenha uma posição em relação a estes eventos. Enquanto secretário de Saúde, tenho uma visão técnica de que neste momento, a gente precisa se abster de ter carnavais. Logicamente, o governo tem pedidos de apoio por parte de prefeitos [para ter]. No entanto, eu escuto da minha equipe, de alguns secretários municipais de Saúde, que ainda não é hora de se promover eventos que levem a grandes aglomerações”, ponderou.

Já o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou que, caso as prefeituras decidam realizar as festividades, precisam respeitar o Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia).

“O programa Prosseguir é que vai oferecer um diagnóstico da situação epidemiológica, emitindo recomendações a todos os municípios. A decisão sobre a realização do carnaval é prerrogativa dos prefeitos”, destacou.

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