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Capital

Capital não terá carnaval de rua em 2022, anuncia prefeito Marquinhos

Governador Azambuja afirmou que prefeitos estão livres para decidir sobre eventos, obedecendo Prosseguir

Por Adriel Mattos | 26/11/2021 17:09
Esplanada deve ficar fechada por mais um ano em fevereiro. (Foto: Vaca Azul)
Esplanada deve ficar fechada por mais um ano em fevereiro. (Foto: Vaca Azul)

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), anunciou na tarde desta sexta-feira (26) que não haverá carnaval de rua em 2022. A decisão levou em conta a preocupação das autoridades de saúde com a covid-19.

“Estamos retomando, de maneira gradual, a nossa vida normal, mas ainda vivemos a incerteza do afastamento do perigo da covid-19 e o surgimento de novas variantes, que preocupam técnicos em saúde do mundo inteiro. Em razão disso, em Campo Grande, optamos por não ter carnaval de rua. Seria imprudente e irresponsável contrariar a ciência e colocar em risco a saúde da nossa gente”, justificou Marquinhos.

A prefeitura vai debater com a Lienca (Liga das Escolas de Samba) a realização dos desfiles em formato digital e seguindo as normas sanitárias da ocasião. Eventos em clubes e casas noturnas também deverão obedecer regras de biossegurança, que excepcionalmente serão criadas específicas para esse fim.

Já é possível adiantar que nestes eventos será estabelecido limite máximo de público e exigido o distanciamento e uso obrigatório de máscara de proteção individual.

Contrários – O secretário de estado de Saúde, Geraldo Resende, disse nesta sexta-feira (26) que não aconselha a realização de eventos carnavalescos.

“Solicitei que pudéssemos fazer essa discussão dentro do comitê para que o governo tenha uma posição em relação a estes eventos. Enquanto secretário de Saúde, tenho uma visão técnica de que neste momento, a gente precisa se abster de ter carnavais. Logicamente, o governo tem pedidos de apoio por parte de prefeitos [para ter]. No entanto, eu escuto da minha equipe, de alguns secretários municipais de Saúde, que ainda não é hora de se promover eventos que levem a grandes aglomerações”, ponderou.

Já o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou que, caso as prefeituras decidam realizar as festividades, precisam respeitar o Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia).

“O programa Prosseguir é que vai oferecer um diagnóstico da situação epidemiológica, emitindo recomendações a todos os municípios. A decisão sobre a realização do carnaval é prerrogativa dos prefeitos”, destacou.

Reinaldo disse ainda que o repasse de recursos para as escolas de samba do Estado, 30% maior do que o ano passado, está garantido e não é exclusivamente vinculado à preparação do Carnaval.

“Em 2021, não foi possível fazer o Carnaval e os recursos repassados foram utilizados em oficinas e outras atividades. Nosso objetivo é minimizar os impactos da pandemia”, reforçou.

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