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Capital

Prefeitura vai pedir liberação de aterro para despejo de 3 mil caçambas

Interdição do aterro de entulhos no Jardim Noroeste foi determinada pela Justiça por não ter licença ambiental

Por Richelieu de Carlo | 10/01/2017 13:21
Aterro no Jardim Noroste era único destino oficial para caçambas. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)
Aterro no Jardim Noroste era único destino oficial para caçambas. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) afirmou que vai pedir à Justiça que libere o aterro de entulhos no Jardim Noroeste para que sejam despejadas três mil caçambas que estão lotadas de detritos aguardando local para serem esvaziadas em Campo Grande.

De acordo com o chefe do Executivo, a reabertura do aterro aconteceria apenas para o esvaziamento dessas caçambas, e que após isso vai trabalhar para “conscientizar” os caçambeiros de que encontrem um local com licença ambiental para despejo.

“Vou pedir a reabertura para colocar só essas três mil caçambas”, disse Marquinhos em entrevista à TV Morena, nesta terça-feira (10). Ele também esclareceu que apenas empresas privadas possuem locais com licença ambiental para despejo de entulhos na Capital, e que os caçambeiros não estão dispostos a pagar para utilizarem estes locais. “Estão cobrando de R$ 100 a R$ 130 por caçamba, e eles não querem pagar este valor”.

O prefeito confirmou ontem ao Campo Grande News que vai se reunir, ainda hoje, com representantes da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e Segov (Secretaria Estadual de Governo) para resolver definitivamente essa questão.

Fechamento - A interdição do aterro de entulhos no Jardim Noroeste foi determinada no dia 15 de dezembro. Apesar de funcionar por anos sem licença ambiental, o local era o único destino “regular” para as mais de 1,4 mil toneladas de resíduos da construção civil produzidas diariamente na cidade.

Uma vistoria feita em julho pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) constatou que no aterro há triagem superficial dos resíduos, permitindo ingresso de materiais recicláveis e lixo orgânico.

Autor da decisão, o juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho, disse à época que o aterro precisa passar por uma série de adequações, como fechamento no entorno e proibição da entrada de lixo hospitalar.

A cidade já teve quatro pontos para aterro de entulho, que foram fechados. Em maio do ano passado, uma área na saída para Sidrolândia chegou a ser avaliada pela prefeitura para receber os resíduos, mas não houve transferência do aterro.

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