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Capital

Prisão após morte foi estopim para operação que apreendeu Porsche

Quadrilha foi descoberta após executores de Gabriel Brandão Mendonça serem capturados em dezembro de 2024

Por Ana Paula Chuva | 05/02/2025 13:54
Prisão após morte foi estopim para operação que apreendeu Porsche
Maços de dinheiro foram fotografados por Lucas e enviados ao fornecedor da cocaína (Foto: Reprodução)

A investigação que resultou na operação Facilem Vitam, deflagrada pela Garras (Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) na segunda-feira (4), começou após a prisão de Lucas Pereira da Costa e Pedro Augusto Targino pelo assassinato de Gabriel Brandão Mendonça em dezembro de 2024. Foi cumprido mandado de busca nos endereços ligados a um dos suspeitos, nos bairros Jardim dos Estados e Portal Caiobá, em Campo Grande, onde foram encontrados quatro quilos de cocaína, diversos aparelhos celulares, pistola 9 milímetros e espingarda calibre 12.

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A Operação Facilem Vitam, deflagrada pela Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), teve início após a prisão de Lucas Pereira da Costa e Pedro Augusto Targino pelo assassinato de Gabriel Brandão Mendonça em dezembro de 2024. A investigação revelou uma quadrilha especializada em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios em Campo Grande. Durante as buscas, foram apreendidos armas, drogas, veículos de luxo, incluindo um Porsche, e valores em espécie. Dez pessoas foram alvos da operação, com três tendo prisões preventivas decretadas.

Depois dessas diligências nos endereços de Lucas, foi pedido a quebra do sigilo do rapaz e a equipe investigativa da Garras fez análise dos dados bancários, financeiros e telefônicos do suspeito e de Pedro, que morava no mesmo endereço. Foi então que a Polícia Civil descobriu a quadrilha especializada no tráfico de drogas e que praticava também lavagem de dinheiro, porte de arma de fogo e homicídios na disputa por território.

Segundo a investigação, Lucas teria envolvimento direto com o tráfico de drogas na região do Bairro Moreninhas e adjacências “possuindo contato direto com fornecedores de cocaína de Corumbá” e que os homicídios investigados pela DHPP estariam ligados diretamente à disputa pelo comércio de entorpecentes na região sul de Campo Grande, onde o rapaz foi criado e estava atuando no crime, como “fornecedor em grande escala” na maioria das vezes.

Foram expedidas ordens judiciais de busca e apreensão, bem como de prisão temporária em nome dos envolvidos na organização criminosa. Além de Pedro e Lucas, que já estavam presos por conta do assassinato de Gabriel, foram alvos da operação Augusto Cézar Pires da Costa, Claudilene Teixeira de Arruda, Luiz Henrique Santos de Oliveira, Vivian dos Santos Paiva, Raphael de Souza, Ketlyn Santana da Costa, Elizandra da Silva Lemos e Lucas Henrique Santos de Oliveira.

Augusto não foi encontrado, segundo apurado, ele está evadido e não foi possível cumprir o mandado de prisão temporária. Ele é marido de Claudilene, que foi presa em Corumbá, na casa da família que foi alvo de buscas. No local nada de ilícito foi encontrado. A mulher também estava com mandado de prisão temporária e foi encaminhada para a sede da Garras.

Na casa de Raphael e Vivian, no Jardim Los Angeles, os policiais encontraram um fuzil 556, uma espingarda calibre 12, revólver 357, revólver 38, quatro pistolas 9 milímetros, pistola .45, pistola .40, pistola 941, muitas munições, R$ 7.550 em espécie, quatro celulares, uma picape Saveiro, uma televisão, 17 porções de pasta base e duas balanças de precisão. Ambos foram levados para a Garras.

Em outro endereço do casal, no Bairro Iracy Coelho, foram apreendidos mais duas balanças, armas, munições, carregadores, liquidificador, forma para prensar as drogas, celular, sacos com cocaína e tabletes de maconha.  Já Luiz Henrique aparece como dono do Porsche e também sócio de uma empresa de fabricação de massas alimentícias e que tem como atividade secundária o transporte rodoviária de cargas. Ele foi alvo de buscas.

Ketlyn, Elizangela e o marido Marcelo Rodrigues Dorneles foram alvos de busca e tiveram os celulares apreendidos. As duas mulheres teriam recebidos valores via Pix com valores altíssimos e a primeira foi apontada como uma das responsáveis por pagar o fornecedor do entorpecente e depois receber a droga.

No final da manhã desta quarta-feira (5), Raphael, Vivian e Nathália passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões preventivas decretadas pela juíza Eliane de Freitas Lima Vicente.

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