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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

20/01/2016 18:06

Prisão de PMs mobiliza colegas de farda contra "injustiça e arbitrariedade"

Thiago de Souza
Viaturas do BP Choque em frente ao presídio em solidariedade aos colegas presos. (Foto: Divulgação)Viaturas do BP Choque em frente ao presídio em solidariedade aos colegas presos. (Foto: Divulgação)

A prisão de três soldados da Força Tática do 1º BPM mobilizou os colegas de trabalho em um ato contra o que os policiais chamam de “prisão arbitrária”. Na tarde desta quarta-feira (20), viaturas do Batalhão de Choque da Polícia Militar ficaram em frente do Presídio Militar Estadual como forma de repúdio às prisões. 

Estão presos três soldados que foram acusados de lesão corporal por um adolescente que disse ter sido agredido após uma abordagem dos militares, na Avenida Júlio de Castilho, no Jardim Imá, na noite de terça-feira (19).    

Segundo o presidente da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), Edmar Soares da Silva, a prisão em flagrante não atendeu diversos requisitos legais, como o exame de corpo de delito, que deveria ter sido feito na vítima, e a não constatação da relação de causalidade entre os ematomas do jovem e a agressão dos policiais. “As testemunhas de defesa dos policiais sequer foram ouvidas”, reclamou.

Os militares presos recebem visitas dos advogados e, segundo o diretor jurídico da ABSS (Associação dos Sub Tententes e Sargentos e Oficiais do Quatro de Praças da PMBM/MS), Gerson Almada Gonzaga, os soldados estão abatidos, na esperança de serem soltos nesta quinta-feira (21). “O sentimento deles é de tristeza, angústia, nossa colega soldado chorou”, relatou. Ele também destacou que a comissão de direitos humanos da entidade vai acompanhar o caso de perto para não deixar que direitos dos presos sejam violados. 

O presidente da ABSS, Thiago Mônaco Marques, entende que, ainda que alguém tenha cometido um crime, nada justificaria uma prisão em flagrante. “Foi uma arbitrariedade. Não houve presunção de inocência, o que é inconstitucional”, pontuou.

Outro ponto destacado por representantes de associações militares foi o moral da tropa, que segundo eles está muito abalado. A situação, segundo eles, faz o policial trabalhar sob uma insegurança jurídica.

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