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Capital

Produtor preso 2 vezes por fabricar mel fake é solto novamente pela Justiça

Preso na manhã de ontem (8), Edmilson Rodrigues já havia sido preso pelo mesmo crime em 2022

Por Bruna Marques | 09/07/2024 10:38
Garrafas de mel apreendidas por policiais da Decon (Foto: Jéssica Fernandes)
Garrafas de mel apreendidas por policiais da Decon (Foto: Jéssica Fernandes)

O produtor Edmilson Rodrigues, 56 anos, preso pela segunda vez, por fabricar e vender mel impróprios para consumo, foi solto novamente pela Justiça, durante audiência de custódia, na manhã desta terça-feira (9). A decisão foi do juiz Luiz Felipe Medeiros Vieira.

Edmilson foi preso na manhã de ontem, por policiais da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo), com 126 frascos de mel, no posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Anhanduí, quando estava a caminho de Campo Grande. A mercadoria seria entregue em uma distribuidora da Capital e posteriormente levada para Rondonópolis (MT).

O homem já era monitorado pela Polícia, por já ter sido flagrado, em anos anteriores, com material “fake”, adulterado com xarope, açúcar e até desinfetante com cheiro de eucalipto. Na Capital, Edmilson comercializava o mel na rotatória da Avenida Tamandaré.

Reincidente - Em 2022, o homem já tinha sido detido pelo mesmo crime, em Dourados. Na casa dele, foram encontrados frascos e mel produzido por ele.

Naquela ocasião, o laudo emitido pelo Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) avaliou que o produto era fraudado e não poderia ser caracterizado como mel. Nele, foram encontrados açúcares e xaropes superaquecidos e formação de HMF (Hidroximetilfurfural), substância que, ingerida em altas quantidades, pode causar danos ao fígado, rins e sistema nervoso central.

Nos rótulos apreendidos com ele, tanto em 2022 quanto agora, consta que o mel seria produzido de fazendas de Goiás ou Minas Gerais, mas a fabricação era realizada na casa dele, em Dourados. Os nomes também variavam: “Abelha Fofinha”, “Mel Silvestre”, “Mel Campestre”, “No Favo”. Atualmente era o “Mel Serrano”.

Dezenas de garrafas de mel impróprio para consumo em caixas (Foto: Jéssica Fernandes)
Dezenas de garrafas de mel impróprio para consumo em caixas (Foto: Jéssica Fernandes)

O custo era de R$ 3, sendo vendido de R$ 20 a R$ 25,00 o litro. Por semana, segundo a Polícia Civil, ele comercializava 1 mil litros.

Segundo informações da Polícia Civil, ele revendida o mel “fake” em Maracaju, Aral Moreira e Bandeirantes. Em fiscalização anterior, até desinfetante com cheiro de eucalipto foi encontrado na composição do produto comercializados no interior do Estado.

Etiqueta nomeada como "Mel de Jataí" indicava que produto tinha validade de dois anos (Foto: Jéssica Fernandes)
Etiqueta nomeada como "Mel de Jataí" indicava que produto tinha validade de dois anos (Foto: Jéssica Fernandes)

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