ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
OUTUBRO, DOMINGO  25    CAMPO GRANDE 24º

Capital

Professora denuncia policial militar por suspeita de boca de urna na Capital

Ela disse que presenciou crime eleitoral ao chegar para votar em escola do Bairro Maria Aparecida Pedrossian

Por Cassia Modena | 25/10/2026 12:31


RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A professora Lizandra Allaman denunciou ao aplicativo Pardal um policial militar que, a bordo de uma viatura, teria abordado dois jovens e dito "22 hoje, né! 22", em referência ao número de urna de um candidato no segundo turno. O caso ocorreu por volta de 10h deste domingo (25), na Rua Minerva, ao lado de uma escola eleitoral do Bairro Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande. Dois policiais estavam no veículo. A denúncia foi cadastrada pelo Ministério Público Estadual. A PM e a Sejusp não responderam até a publicação.

A professora Lizandra Allaman denunciou ao Pardal, aplicativo que recebe relatos de crimes eleitorais, um policial militar que teria colocado a cabeça para fora de uma viatura e abordado dois jovens para falar sobre o número de urna do candidato escolhido neste segundo turno das eleições.

"22 hoje, né! 22", disse o policial, segundo a eleitora. O possível crime eleitoral ocorreu na Rua Minerva, quase esquina com a Rua Ponta Grossa, na lateral da Escola Estadual Dr. Dolor Ferreira de Andrade, colégio eleitoral do Bairro Maria Aparecida Pedrossian.

Era por volta de 10h deste domingo (25). Lizandra não conseguiu filmar o momento e nem fotografar a viatura porque havia acabado de chegar para votar e estava estacionando a moto. Havia dois policiais fardados dentro da viatura e os dois jovens abordados eram um casal, ela detalha. Em seguida, os agentes de segurança seguiram em ronda no veículo.

Professora denuncia policial militar por suspeita de boca de urna na Capital
E-mail do Ministério Público Estadual confirmando que a denúncia foi cadastrada no Pardal (Foto: Reprodução)
Professora denuncia policial militar por suspeita de boca de urna na Capital
Fachada do colégio eleitoral próximo ao local do relato (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

A professora gravou um vídeo contando o caso, postou em suas redes sociais e enviou ao Direito das Ruas. "O carro da polícia que deveria estar aqui para preservar a ordem, estava assediando jovens", ela diz.

Se confirmada, a prática pode configurar boca de urna ou outro crime eleitoral. À reportagem, ela defendeu que a denúncia não tem viés político e é questão de cidadania. "Independentemente de minha preferência política, eu denunciaria!!! O correto é o correto", diz.

O Campo Grande News questionou as assessorias de imprensa da PM (Polícia Militar) e da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) se a denúncia já está sendo apurada, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.