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Capital

Título em outra cidade não impede eleitores de participar do segundo turno

Seção no Sebrae, na Avenida Mato Grosso, tem cerca de 2 mil pessoas aptas a votar em Campo Grande

Por Kamila Alcântara e Mylena Fraiha | 25/10/2026 10:38
Título em outra cidade não impede eleitores de participar do segundo turno
Fila de eleitores na seção dedicada aos "votos em trânsito" em Campo Grande (Foto: Osmar Veiga)

O movimento é intenso no Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), na Avenida Mato Grosso, em Campo Grande, neste domingo (25). A fila avança no local destinado ao voto em trânsito, onde eleitores participam do segundo turno mesmo com o título registrado em outro município.

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Eleitores com título registrado em outros municípios enfrentaram fila neste domingo (25), no Sebrae, em Campo Grande, para votar em trânsito no segundo turno da eleição presidencial. Segundo o auxiliar eleitoral Luciano Moreira de Souza, cerca de 2 mil pessoas estão aptas na seção, que funciona das 7h às 16h. Só puderam participar os que fizeram o cadastro entre 20 de julho e 20 de agosto. Entre os eleitores, há médica, motorista e advogado que preferiram votar na Capital sem viajar ao domicílio eleitoral.

Há quem tenha voltado à cidade natal depois de morar em outro Estado e quem viva na Capital há anos, mas mantenha o domicílio eleitoral no interior. Para esses eleitores, a solicitação antecipada permitiu votar sem viajar até a cidade onde estão registrados.

Segundo o auxiliar eleitoral Luciano Moreira de Souza, aproximadamente 2 mil pessoas estão aptas a votar no local. O atendimento segue o horário das demais seções, das 7h às 16h, e é exclusivo para quem solicitou a modalidade dentro do prazo.

“Apenas os eleitores que fizeram o cadastro até o mês de agosto podem vir aqui ao Sebrae, nesta seção, para votar em trânsito”, explica.

Título em outra cidade não impede eleitores de participar do segundo turno
Luciano Moreira é auxiliar eleitoral e explica quem estava apto a votar em trânsito (Foto: Osmar Veiga)

A médica Ana Clara Putrick Martins, de 33 anos, nasceu em Campo Grande, mas morou no Piauí, onde registrou o título. De volta à Capital, ainda não havia transferido o documento e pediu autorização para votar em trânsito nos dois turnos.

Para ela, participar da escolha do presidente justifica sair de casa mesmo quando o local de votação é diferente do habitual. “Se a gente quiser mudar alguma coisa, vai ter que sair de casa e votar, mesmo que seja em outro lugar, para poder fazer alguma diferença.”

O motorista Miguel Francisco Dias, de 58 anos, também mora em Campo Grande, mas tem o título registrado em Taquarussu, onde possui parentes. Como perdeu o prazo para transferir o domicílio eleitoral e não conseguiu retornar ao município, buscou outra forma de participar da eleição.

Miguel soube da possibilidade pela televisão e procurou o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), onde recebeu orientações e fez o pedido. Ele relaciona a participação nas urnas ao direito de cobrar os representantes eleitos.

“A única força que a gente tem é o voto. Por isso, precisamos fazer o máximo possível para conseguir votar”, afirma.

Título em outra cidade não impede eleitores de participar do segundo turno
Título em outra cidade não impede eleitores de participar do segundo turno
Miguel e Adriel são do inteior do Estado e conseguiram garantir o voto na Capital (Fotos: Osmar Veiga)

O advogado Adriel Oliveira, de 40 anos, mantém o domicílio eleitoral em Brasilândia, embora more em Campo Grande há quase seis anos. Ele e parte da família solicitaram o voto em trânsito para o primeiro e o segundo turnos.

“Eu e parte da minha família não transferimos nosso domicílio eleitoral e, por isso, solicitamos o voto em trânsito para votar aqui em Campo Grande”, conta.

Adriel relata que resolveu o procedimento em poucos minutos, com a apresentação dos documentos à Justiça Eleitoral. Desta vez, fez questão de se antecipar. “Nós fizemos certinho, com antecedência, para não ter nenhum problema.”

Ao explicar por que decidiu garantir a participação, o advogado defendeu uma escolha consciente. “Diante de toda uma série de situações que o Brasil enfrenta, não podemos deixar de votar. Temos que votar e votar com consciência.”

Título em outra cidade não impede eleitores de participar do segundo turno
Local está com filas grande, mas rápidas, já que é apenas um candidato na urna (Foto: Osmar Veiga)

O voto em trânsito permite a transferência temporária da seção para uma cidade diferente daquela em que o eleitor tem domicílio eleitoral. A modalidade ocorre nas eleições gerais, em capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores.

Neste ano, o prazo para solicitar a habilitação foi de 20 de julho a 20 de agosto. O pedido podia contemplar o primeiro turno, o segundo ou ambos, mediante apresentação de documento oficial com foto. Neste domingo, a votação em Campo Grande é apenas para presidente da República.

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