Professores municipais saem às ruas para reivindicar reajuste de 5,4%
Trânsito na Avenida Afonso Pena foi interrompido durante o ato

Com bandeiras e cartazes defendendo a valorização da categoria, centenas de professores da Reme (Rede Municipal de Ensino de Campo Grande) saíram às ruas do Centro da Capital, na manhã desta sexta-feira (12), em ato para cobrar a aplicação do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h.
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Centenas de professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande realizaram protesto nesta sexta-feira (12) cobrando o reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20h. Os manifestantes saíram da Rua Sete de Setembro e seguiram até a Prefeitura. Segundo a ACP, os 8.500 professores estão paralisados, deixando 207 escolas sem aulas. O presidente da entidade, Gilvano Kunzler, afirmou que a categoria ocupará o Paço Municipal até ser atendida pela prefeita Adriane Lopes.
Os manifestantes iniciaram a concentração em frente à ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), na Rua Sete de Setembro, por volta das 8h30 iniciaram o protesto.
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O ato seguiu pela Rua Rui Barbosa e, na sequência, os manifestantes percorreram a Avenida Afonso Pena até a Prefeitura Municipal de Campo Grande. O trânsito na principal avenida da Capital está interrompido durante a manhã.
O presidente da ACP, Gilvano Kunzler, afirmou que a categoria irá ocupar o Paço Municipal até ser atendida pela prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP). Os professores defendem a repactuação da lei do piso do magistério por 20 horas.
"Desde o final de janeiro é sabido esse número, mas procuramos por algumas oportunidades junto à equipe da Secretaria de Gestão, Governo e Finanças para que a gente tivesse o cumprimento daquilo que está previsto tanto na lei federal como na municipal. O pagamento do mês de maio veio sem essa remuneração", apontou o sindicalista.
Para o professor de Artes Cláudio Ovando, de 52 anos, a categoria busca apenas o cumprimento do que já foi acordado. "No ano passado a prefeita deu essa ideia de que ia repassar para a gente esse aumento e agora a gente está em busca daquilo que foi acordado. A gente fica revoltado por saber que tem uma promessa e um direito que não estão sendo cumpridos", afirmou.

Após o anúncio da paralisação, a prefeita apontou que o acordo precisa ser rediscutido. "Desequilibrou todo o trabalho realizado anteriormente", ela disse. "Quanto aos acordos celebrados em 2025, eles precisam ser refeitos. A discussão precisa ser refeita", disse.
A fonte que fará o repasse dos 5,4% de reajuste para os estados e municípios ainda está em fase de estudos por parte do Governo Federal, de acordo com a prefeita. "Eu preciso que o Governo Federal abra precedente para mostrar qual a fonte pagadora, de onde vai vir o recurso para que a gente possa repassar devidamente para os professores", completou.
Paralisação - As escolas da Reme (Rede Municipal de Ensino, amanheceram fechadas nesta sexta-feira (12), em Campo Grande, por causa da paralisação dos professores. Não haverá aula para os 112 mil alunos da rede municipal durante o período de mobilização da categoria.
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