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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

30/04/2019 15:30

Professores se reúnem com Marquinhos Trad para pedir aumento salarial

Humberto Marques e Liniker Ribeiro
Nobre afirma que município não paga sua parte do reajuste desde 2015. (Foto: Arquivo)Nobre afirma que município não paga sua parte do reajuste desde 2015. (Foto: Arquivo)

Após duas reuniões, nos meses de fevereiro e março, nas quais buscou uma proposta da Prefeitura de Campo Grande em relação ao aumento salarial deste ano, a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) leva ao prefeito Marquinhos Trad (PSD) na tarde desta terça-feira (30) questionamentos referentes à correção acumulada dos últimos quatro anos.

O presidente da entidade, Lucílio Nobre, encontra-se logo mais com o prefeito e o secretário Pedro Pedrossian Neto (Planejamento e Finanças) tendo em mãos percentuais de 4,17%, relativo à correção do piso nacional do magistério (hoje em cerca de R$ 2 mil para o início de carreiras e 20 horas semanais) neste ano, e de 21,17%, índice que abrange um passivo acumulado desde 2015 que caberia apenas ao município.

O sindicalista afirma que os percentuais referentes à prefeitura não são pagos há quatro anos, chegando hoje a uma correção superior a um quinto dos vencimentos no magistério municipal. A intenção é apresentar os números ao município para verificar o que seria possível para o reajuste.

“Queremos conversar com o prefeito, saber se há alguma proposta, e depois levar para a categoria em uma assembleia geral para passar ao município o que eles encaminharem”, destacou Lucílio, torcendo para que “prevaleça o diálogo com o Executivo para que não haja prejuízo a ambas as partes”.

Em dúvida – A prefeitura, por sua vez, aponta dificuldades financeiras para atender os pleitos do funcionalismo neste ano, já que, atualmente, a folha de todo o funcionalismo consome 52,2% da receita corrente líquida (a arrecadação descontada as obrigações constitucionais), estando acima do chamado limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, de 51,3%. Isso impediria o município de reajustar salários.

Por esse motivo, Marquinhos já admite a possibilidade de parcelar o reajuste dos professores, a exemplo do que ocorreu no ano passado –quando foram pagos índices de 3,04%, em maio, e de 4,66% em dezembro. Em relação a todo o funcionalismo, o prefeito sustenta que o “mínimo” é conceder a reposição inflacionária do período.

A ACP, por seu turno, lembra que o Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério) prevê o repasse de R$ 39 milhões neste ano ao município, equivalente a 70% da folha do magistério.

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