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Capital

Base móvel da Guarda Civil é alento, mas moradores pedem posto fixo

Projeto “Guarda em Ação” percorre as sete regiões da cidade; equipe vai ficar no bairro até este domingo

Por Natália Olliver e Idaicy Solano | 01/04/2024 10:46
Base móvel da Guarda Civil Metropolitana, no bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande (Foto: Idaicy Solano)
Base móvel da Guarda Civil Metropolitana, no bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande (Foto: Idaicy Solano)

A inauguração de base móvel da Guarda Civil Metropolitana no Jardim Noroeste, bairro onde está o Complexo Penal de Campo Grande, é alento, mas não a solução para quem vive rotina de insegurança. O que moradores esperam é um posto fixo da força de segurança.

É o que diz a cabeleireira de 60 anos, Dejanir Nogueira. Ela mora no Jardim Noroeste há 10 anos. A profissional afirma que já chegou a ser assaltada, mais de uma vez, e que em uma dessas vezes o assaltante a ameaçou com uma faca.

Está cada vez pior. Não adianta só o patrulhamento porque a criminalidade no bairro é muito alta. É roubo e assalto todo dia. Já fui assaltada às 5h30 da manhã. Já puxaram a faca pra mim na frente da minha casa. Eles não tem medo da polícia, roubam em plena luz do dia”, afirma Dejanir.

O relato parece repetido porque as histórias são as mesmas. A aposentada Ane Cilda Nascimento, de 69 anos, mora no bairro há 23 anos. Ela também defende a instalação de uma base fixa de monitoramento.

O medo é tamanho que Ane não sai de casa após determinado momento da noite. “Eu sobrevivi nesse bairro. Não vou nem à igreja de noite, tenho medo de sair de noite. Tem um mato na frente de casa, ninguém limpa. De vez em quando, tem gente escondida. Há um tempo atrás foi assaltada, levou um celular e R$ 30. Ninguém respeita ninguém não”.

Dejanir e Ane contam que o histórico de assaltos e furtos é recorrente e vizinhas já tiveram a casa furtada.

Efetivo da Guarda Civil Municipal reunido, no primeiro dia de atuação na base móvel, no Bairro Caiobá (Foto: Caroline Maldonado) 
Efetivo da Guarda Civil Municipal reunido, no primeiro dia de atuação na base móvel, no Bairro Caiobá (Foto: Caroline Maldonado)

Operação - A base móvel da GCM (Guarda Civil Metropolitana) faz parte do projeto “Guarda em Ação” que vai levar policiamento às sete regiões da Capital. No Jardim Noroeste, a instalação está na Rua Barbacena, entre as vias Rua Indianápolis e Rua Piraputanga. A base funcionará diariamente das 7h às 22h até este domingo (7).

O subcomandante da GCM, Alexandre Pedroso, revela que a base atende ocorrências com equipes em horários alternados do dia. São usadas motocicletas e carros para o patrulhamento. Ao todo, são 60 guardas, que atuam em turnos. São 10 agentes por localidade. Conforme o cronograma do projeto, a cada 5 km terá atuação de policiamento.

“Estamos trazendo também as unidades especializadas, a Romu, que faz a Ronda Ostensiva Municipal, a Gemop, que é a Gerência de Motopatrulhamento, especializada em motopatrulhamento, a Patrulha Ambiental e a Gerência de Fiscalização de Trânsito, além do trabalho da Patrulha Maria da Penha, que faz o enfrentamento da violência contra a mulher.”

Alexandre ressalta que durante as operações vão fiscalizar os ferros-velhos, fazer blitz e realizar a Operação Cerol, contra a linha chilena, linha de cerol e de pó de vidro. A ação, segundo o subcomandante, é justamente para abranger diversos aspectos da comunidade patrulhada.

Subcomandante da GCM, Alexandre Pedroso (Foto: Idaicy Solano)
Subcomandante da GCM, Alexandre Pedroso (Foto: Idaicy Solano)

Resultado - O projeto já percorreu o Bairro Caiobá, região central de Campo Grande, o bairro Nova Lima, região do Anhanduizinho: bairro Alves Pereira, Los Angeles, Jardim Canguru e Guanandi. O secretário municipal de Segurança, Anderson Gonzaga, ressalta que de todas as regiões que a base percorreu, a do Caiobá, região Lagoa, é a mais preocupante.

“Foi uma região que no final do ano, como todos acompanharam, teve um índice de motocicleta, de tiro, de manobras, de outras coisas que deu uma repercussão muito grande e a gente com certeza empregou o maior efetivo naquela região e foi a região que mais surtiu efeito, inclusive em questão de notificações, de remoções de motocicleta e prisões também. Levamos a Operação Ferro Velho e apreendemos uma tonelada de cobre na região.”

Na região da Lagoa, no Caiobá, foram registrados 102 ocorrências, entre elas o descumprimento de medidas protetivas, violação de domicílio, violência doméstica, perturbação da tranquilidade, abordagem, descarte irregular de resíduos, invasão de área pública e abandono de incapaz. Além disso, a operação ferro-velho contabilizou, veículos recuperados roubo furto e 12 motos removidas.

Já na região central, foram 78 pessoas abordadas, um ferro-velho monitorado, seis pessoas encaminhadas à delegacia, um veículo removido e 19 ordens de serviços expedidas. Na região do Segredo, no Nova Lima, a GCM contabilizou 85 eventos. Descumprimentos de medidas protetivas, perturbação da tranquilidade, abordagens sob atitude suspeita, uma pessoa presa e remoções de veículos.

O secretário alega que na região do Anhanduizinho, por ser muito populosa, o patrulhamento foi feito durante quatro semanas.

“Nós aprendemos lá em média de duas toneladas de cobre. Inclusive prisões flagrantes de comerciantes que estavam comercializando foram presos por receptação. Ele ficou preso preventivamente, não saiu na audiência de custódia. Então foi muito positiva a ação naquela região”. Ainda não há dados sobre o balanço final da ação no bairro.

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