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Capital

Queixa sobre "podridão" gera nova vistoria e multa de R$ 100 mil por resíduos

Imasul foi ao frigorífico, cobrou informações e multou por destinação irregular de rejeitos

Por Maristela Brunetto | 29/02/2024 10:28
Moradores reclamam que mau cheiro se tornou insuportável; empresa deverá apresentar explicações ao Imasul (Foto: Arquivo/ Kamyla Alcântara)
Moradores reclamam que mau cheiro se tornou insuportável; empresa deverá apresentar explicações ao Imasul (Foto: Arquivo/ Kamyla Alcântara)

 A unidade da JBS instalada na Duque de Caxias, na saída para Terenos, passou por vistoria de técnicos do Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) após sequência de queixas de moradores diante do mau cheiro constante na região, resultante da atividade frigorífica. A empresa recebeu multa de R$ 100 mil por destinação irregular de resíduos na natureza, conforme informou o órgão ambiental.

Segundo o Imasul repassou, equipe técnica esteve na unidade no dia 21 deste mês, quando os moradores já tinham lançado campanha para reclamar do odor. No local, impuseram algumas providências, incluindo a apresentação de relatórios frequentes de monitoramento das emissões atmosféricas, para verificação se está dentro das limitações; comprovar a destinação dada a resíduos orgânicos e apresentar ao Imasul o laudo final de uma vistoria feita em agosto por equipe do Corpo de Bombeiros.

A JBS também deverá apresentar um plano para recuperar uma região em que houve extravasamento de resíduos. Naquela região passa o Córrego Imbirussu, porém não há informação se os rejeitos teriam atingido o curso d’água. Por fim, o Imasul também exigiu que seja apresentado um relatório, incluindo imagens e comprovação técnica, a respeito das medidas mitigatórias impostas para a destinação regular dos resíduos, e que a JBS apresente informações sobre o volume de abates nos últimos três meses e os dados do último ano de um programa de automonitoramento, para tentar identificar se houve fato novo que gerasse a queixa dos moradores.

Os moradores do entorno também pediram intervenção do Ministério Público Estadual, que enviasse equipe técnica DAEX (Departamento Especial de apoio às Atividades de Execução). Ainda não havia informações se o pedido foi atendido.

A reportagem entrou em contato com a empresa e o texto será atualizado sendo repassadas informações.

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