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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

22/06/2012 09:55

Recuperação no Nova Lima levará pelo menos 15 dias, informa engenheiro

Francisco Júnior e Paula Maciulevicius
Erosão aumentou em 80 metros na noite de ontem. (Foto: Simão Nogueira)Erosão aumentou em 80 metros na noite de ontem. (Foto: Simão Nogueira)

Técnicos da Seintrha (Secretaria de Infraestrututa, Transporte e Habitação) estão nesta manhã na avenida Marquês de Herval, no bairro Nova Lima, para iniciar os trabalhos de contenção da erosão que foi ampliada com a forte chuva que atingiu Campo Grande durante toda esta quinta-feira (21). O buraco, que já era extenso, foi ampliado para mais 80 metros.

Ontem à noite, a Defesa Civil orientou duas famílias a deixarem suas casas, já que os imóveis correm o risco de ser engolidas pelo buraco. A erosão já destruiu cinco metros da pista da avenida, 30 metros de tubulações e ainda danificou postes de iluminação, deixando a região sem energia.

Funcionários da Enersul já estão no local para a retirada dos postes e dos cabos de alta tensão. Serão colocados oito novos postes do outro lado da via para transferência da rede elétrica.

De acordo com o engenheiro da Secretaria, Francisco Martinez, os trabalhos para conter a erosão no local levarão pelo menos 15 dias. Porém, se continuar chovendo esse prazo será ampliado. “Como o solo não tem coesão e é arenoso, esse tipo de situação pode acontecer”, explicou relatando que o local que desmoronou já estava contido, mas a obra definitiva ainda não havia sido iniciada.

O engenheiro explica ainda que a recuperação começará do ponto onde a obra parou e chegará até o local onde desmoronou na noite de ontem. Segundo ele, inicialmente, os operários farão o preenchimento do buraco com terra.

Moradores- Maria Isabel de Carvalho Socorro, de 51 anos, é uma das moradores que teve que deixar sua casa na noite de ontem. Ela foi para casa do filho e disse não conseguiu dormir de preocupação. Segundo a moradora, o buraco está distante apenas cinco metros da calçada do imóvel.

Marlene Ferreira, 57 anos, mora numa casa em frente do buraco. Ela conta que desde ontem está sem energia em casa, já que o padrão do imóvel estava ligado no poste que foi parar dentro do buraco.

Ela conta que tem um neto doente e que ele precisa fazer inalação, mas como não tem energia, não pode ligar o equipamento para o garoto poder tomar a medicação. Marlene está preocupada também em perder os alimentos que estava na geladeira. “Meu neto precisa se alimentar. Os alimentos podem estragar se a energia não voltar”, reclamou.

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Mais uma vez a cratera venceu. Quantas vezes a Prefeitura já realizou a tentativa de conter essa erosão? Quanto já foi gasto do nosso dinheiro, em vão? Até quando essa situação vai permanecer? Quem vai pagar o eterno prejuízo dos moradores?
Será que não tem um profissional (Engenheiro), capaz de uma vez por todas propor uma ação definitiva para acabar com a bendita erosão?
E aí, autoridades?
 
Luiz Morisson em 22/06/2012 01:28:02
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