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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

01/09/2014 18:00

Restrição em voos noturnos volta a causar prejuízos e transtornos

Filipe Prado
Passageiros reclamaram dos horários vôos e preços das passagens (Foto: Marcos Ermínio)Passageiros reclamaram dos horários vôos e preços das passagens (Foto: Marcos Ermínio)

Com a pista interditada e vôos noturnos cancelados, os passageiros do Aeroporto Internacional de Campo Grande voltaram a reclamar dos transtornos causados com os horários das viagens. Desde julho do ano passado uma obra de recapeamento, orçada em R$ 13,1 milhões, fechou a pista para pousos e decolagens das 21h às 7h.

As obras foram iniciadas em julho, porém começaram somente em setembro de 2013. Por conta da reclamação dos passageiros, a obra foi interrompida, no dia 22 de outubro, retornando em janeiro deste ano.

A advogada Ana Silva Alves, 34 anos, veio do Rio de Janeiro para a Capital de Mato Grosso do Sul e na hora da volta, precisou esperar para poder embarcar e gastar a mais com o hotel. “Eu acho que há poucas opções de vôos”, alegou.

Sheila precisou esperar 9h para chegar ao Rio de Janeiro (Foto: Marcos Ermínio)Sheila precisou esperar 9h para chegar ao Rio de Janeiro (Foto: Marcos Ermínio)

Além de gastos com hotéis, as passagens, de acordo com Antônio Alves, 29, também ficaram mais caras. “Na madrugada o preço é menor, agora está mais caro”. Ele também constatou que os passageiros que necessitam fazer viagens curtas fora prejudicados.

“É complicado isso acontecer, principalmente por ser um Capital e pelo grande fluxo de pessoas”, acrescentou.

O tempo de espera foi uma das reclamações da corumbaense Sheila Quintana, 50. Para o Rio de Janeiro, ela gastava cerca de 7h, hoje são quase 9h. “Não temos opção. Temos que nos programar”.

Sheila saiu às 13h40 de Corumbá. Em Campo Grande, ela precisou esperar até às 18h para embarcar no avião e chegar por volta das 22h na capital carioca. “Ficamos cansados com isso.”

A geóloga Adriana Semmer, 28, também reclamou do horário. “Preciso pegar três dias do trabalho para viajar. Um dia para ir, outro para ficar no local e outro para voltar”, analisou. Ainda constatou que o preço das passagens subiu.

Adriana perdeu três dias de trabalho para a viagem (Foto: Marcos Ermínio)Adriana perdeu três dias de trabalho para a viagem (Foto: Marcos Ermínio)
Os passageiros também gastam mais com hotéis, como afirmou Ana (Foto: Marcos Ermínio)Os passageiros também gastam mais com hotéis, como afirmou Ana (Foto: Marcos Ermínio)


Uma sugestão seria o de "adequar e ampliar" o Aeroporto Municipal Santa Maria para receber o tráfego civil, separando-o do militar da BACG. As vantagens são: Localização boa a 15km da BACG, próximo ao "anel viário" e tendo a pista principal com o mesmo alinhamento do aeroporto atual, não se conflitariam as aproximações. Ampliação das dimensões e capacidade do piso da atual pista, instalar balizamento noturno, construir um novo terminal e pátio com capacidade de 4 milhões/pax ano no setor "SW". O que já está construído e operando não se perderia sendo uma vantagem o local já estar sendo utilizado para o mesmo "fim". As áreas para desapropriações seriam bem menores que as dos atuais projetos apresentados, além de serem áreas desocupadas com um mínimo de construções.
 
Paulenir Nogueira de Barros em 02/09/2014 08:54:05
O Aeroporto "Internacional" de Campo Grande é uma "VERGONHA"!...O terminal é pequeno e antigo, O pátio de Aeronaves está saturado nos horários de pico e o de veículos não comporta mais o movimento além dos passageiros se misturarem com os aviões.
..."Buracos" e sujeira fazem parte do cenário de quem chega em nossa capital, além do "mal cheiro" dos banheiros. Faltam voos "diretos" para várias capitais do País e destinos internacionais, sendo o único para Santa Cruz. Compartilhando a mesma infra estrutura de pistas com a Base Aérea, os voos comerciais serão cada vez mais prejudicados com o aumento do tráfego aéreo de aeronaves militares.
Se tivéssemos uma administração pública "séria", certamente deveria se "separar" a BACG do tráfego civil com um "novo" aeroporto.
 
Paulenir Nogueira de Barros em 02/09/2014 08:39:44
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