Réu que matou homem, ateou fogo e enterrou metade do corpo é condenado
Autoridades classificaram o crime, ocorrido em fevereiro de 2025, como de "extrema crueldade"
Acusado de matar, queimar e ajudar a ocultar o corpo de Emílio de Souza, de 27 anos, em fevereiro de 2025, João Vitor Pereira Ribeiro, de 22 anos, foi condenado a 19 anos, 7 meses de prisão em regime fechado. A sentença foi proferida na tarde desta quarta-feira (17), durante julgamento no Tribunal do Júri de Campo Grande. Além do homicídio qualificado, ele também foi condenado por tráfico de drogas. Já Ronaldo da Silva Santos, de 25 anos, recebeu pena de um ano de reclusão por ocultação de cadáver, considerada cumprida pela Justiça devido ao período em que permaneceu preso preventivamente.
RESUMO
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Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Emílio foi assassinado em 8 de fevereiro de 2025 por João Vitor, Maurício de Castro Velasques e um adolescente. O corpo da vítima foi encontrado três dias depois, parcialmente queimado e enterrado em um terreno na Rua Focho Yamaki, no Bairro Mata do Jacinto, região norte da Capital.
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Os envolvidos foram presos no dia em que o cadáver foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Emílio foi morto por asfixia. À época, o delegado Reges de Almeida, titular da 3ª Delegacia de Polícia Civil, informou que cinco pessoas chegaram a ser conduzidas, mas apenas João Vitor, Maurício e o adolescente participaram diretamente do assassinato.

Durante as apurações, o adolescente confessou o crime e apontou a participação dos demais envolvidos. Em depoimento, relatou que João Vitor havia agredido Emílio dias antes, causando fraturas nas pernas da vítima. Sem conseguir se locomover, o homem estava deitado em uma cama quando foi enforcado com uma corda.
Ainda conforme o relato, após a morte, João Vitor e Ronaldo transportaram o corpo em um colchão até os fundos da residência, onde atearam fogo. Maurício estaria na casa no momento dos fatos, mas teria deixado o local antes da execução.
Ele relatou que estava na casa de Emílio, com João Vitor, dois dias antes do crime, e que João havia dado uma surra em Emílio a ponto de quebrar as pernas da vítima. Emílio ficou sem conseguir andar e, no dia do crime, estava deitado em sua cama; por isso, o "Bigode" teria o matado facilmente, enforcando-o com uma corda.
Ainda conforme o relato, após a morte, João Vitor e Ronaldo transportaram o corpo em um colchão até os fundos da residência, onde atearam fogo. Maurício estaria na casa no momento dos fatos, mas teria deixado o local antes da execução.
João Vitor também confessou participação durante a fase policial e afirmou ter planejado o crime um dia antes. Ele alegou que era ameaçado por Emílio desde maio de 2024, quando teria sido vítima de uma tentativa de homicídio atribuída ao rapaz.
No julgamento desta quarta-feira, porém, o réu negou participação no assassinato. Disse que estava sob efeito de drogas e álcool, afirmou não conhecer a vítima e declarou que apenas estava "no lugar errado e na hora errada". Os jurados, no entanto, acolheram a tese da acusação e o condenaram por homicídio qualificado.
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