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Capital

Réus da Omertà terão outro júri pela frente, por morte do "Playboy da Mansão"

Apesar de sentença para que passem pelo Tribunal do Júri, ainda não há data marcada

Lucia Morel | 18/07/2023 12:08
Assassinato do "Playboy da Mansão" aconteceu na calçada da Cachaçaria Brasil (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Assassinato do "Playboy da Mansão" aconteceu na calçada da Cachaçaria Brasil (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Jamil Name Filho e Marcelo Rios estão sentenciados a passar por outro Tribunal do Júri, desta vez pela morte de Marcel Costa Hernandes Colombo, o “Playboy da Mansão”, assassinado em outubro de 2018. Sua morte foi ligada ao grupo pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) devido à desavença entre a vítima e Jamil Name Filho em boate de Campo Grande.

Segundo apurado, a vítima Marcel Costa Hernandes Colombo e o denunciado Jamil Name Filho, tempos antes do crime em tela, se desentenderam em uma casa noturna da cidade, oportunidade em que Marcel Colombo desferiu um soco no nariz de Jamil Name Filho. Em razão de tal agressão, Jamil Name Filho nutriu sentimento desmedido de vingança, apenas saciado mediante o ajuste com o acusado Jamil Name (o Velho) de ceifar a vida da vítima”, diz denúncia do Gaeco.

Em março do ano passado, houve sentença para que eles passem por júri popular. Além de Jamil Name Filho e Marcelo Rios, alvos do atual júri pela morte de Matheus Coutinho Xavier em abril de 2019, foram sentenciados também o ex-guarda civil metropolitano Rafael Antunes Vieira e o policial federal aposentado Everaldo Monteiro Assis.

Marcel Colombo chegou a ser preso em flagrante durante a Operação Harpócrates. (Foto: Arquivo)
Marcel Colombo chegou a ser preso em flagrante durante a Operação Harpócrates. (Foto: Arquivo)

Na decisão, o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, que preside o júri atual, determinou que Jamil, Everaldo e Marcelo sejam julgados por homicídio qualificado, por motivo torpe e sem meio de defesa. No bojo da sentença, também deverão ser julgados pela tentativa de homicídio de Tiago do Nascimento Bento, que foi ferido no dia da execução de Marcel.

As defesas ainda recorrem de decisão de que os réus passem por Tribunal do Júri e não há data marcada. O advogado de Name Filho, o ex-ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Néfi Cordeiro, entrou com pedido que ainda é analisado.

Ele pede: a nulidade da sentença de pronúncia que levará Jamilzinho ao júri, alegando que a decisão se baseou em prova ilícita, pois eivadas em vício, “porquanto foram obtidas a partir de material oriundo da nuvem junto a servidores internacionais sem qualquer configuração de segurança (hash)”.

Também alega que não é possível a perícia para atestar a regularidade das informações inviabilizando a análise da cadeia de custódia da prova digital e pede ainda a nulidade da sentença, porque teria sido baseada em “depoimentos informais que são ilegais, que foram retratados em juízo”. Finaliza requerendo a impronúncia de Name Filho e o afastamento das qualificadoras do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa da vítima.

Marcelo Rios pede a nulidade de sua citação, por “cerceamento de defesa”, alegando que não obteve acesso a todos os dados telemáticos e a nulidade da pronúncia e da sentença, ”pois o juízo de primeiro grau não decidiu sobre a violação ou não dos indicados dispositivos legais na realização dos atos impugnados”.

Por fim, pede sua impronúncia, assim como Rafael Antunes Vieira e Everaldo Monteiro Assis.

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