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Capital

"Não seria racional manter armamento manchado de sangue", diz delegado

Delegado explica motivo da arma usada para matar Matheus Coutinho não ter sido encontrada com arsenal

Silvia Frias e Aline dos Santos | 18/07/2023 09:59
Delegado José Paulo Sartori presta depoimento no julgamento (Foto: Henrique Kawaminami)
Delegado José Paulo Sartori presta depoimento no julgamento (Foto: Henrique Kawaminami)

No interrogatório do delegado João Paulo Sartori, a promotoria fez questionamentos para estabelecer conexão entre os pistoleiros que executaram Matheus Coutinho Xavier, os três réus julgados hoje pelo crime. A descoberta do arsenal, no Bairro Monte Líbano, foi crucial para essa ligação.

A fase de questionamentos dos integrantes do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) demorou cerca de uma hora.

Pai da vítima, Paulo Roberto Xavier se emociona durante depoimento do delegado (Foto: Henrique Kawaminami)
Pai da vítima, Paulo Roberto Xavier se emociona durante depoimento do delegado (Foto: Henrique Kawaminami)

No início do depoimento, Sartori discorreu sobre a execução de Matheus Coutinho. Na plateia, o pai do estudante, Paulo Roberto Xavier, se emocionou.

O delegado passou a falar sobre a prisão de Marcelo Rios no dia 19 de maio de 2019, um mês depois da morte de Matheus. “Essa diligência foi muito importante porque trouxe executores, intermediários e mandantes do crime”. Rios foi preso na casa onde estava sendo guardado arsenal dentro de baú.

Sartori explicou que a perícia indicou que nenhuma das armas encontradas no arsenal foi usada para matar o estudante, mas há outros elementos que foram indícios importantes para a polícia.

O delegado disse que não foi criada expectativa de que a arma usada para matar o estudante fosse encontrada nesse arsenal. “Não seria racional manter armamento manchado de sangue”, avaliou, explicando que a organização se desfazia das armas.

No baú, foram encontrados dois fuzis AK 47, mesmo calibre da execução, e um equipamento conhecido como “capetinha”, que tem capacidade de inibir sinais eletromagnéticos. José Moreira Freixe, o “Zezinho”, um dos pistoleiros, usava monitoramento eletrônico e também tinha “capetinha”, que interferia no sinal.

Sobre Juanil Miranda Lima, o delegado citou o depoimento de amante de Marcelo Rios, que contou que os dois trabalharam juntos em um estacionamento. Sartori lembrou que, no flagrante do arsenal, Rios alertou a polícia para a possível presença de Lima no local e que “ele era sujeito perigoso”.


Também citou o depoimento da filha de Juanil Miranda. A jovem contou à polícia uma conversa com o pai. “Fala que Juanil estava matando pessoas ruins, que não prestavam, que estava trabalhando para organização criminosa”.

Segundo o delegado, no começo de abril de 2019, a jovem levou celular para conserto no centro da cidade e, na volta, o pai fez caminho pela Avenida Eduardo Elias Zahran. Ele teria pedido para ligar a câmera e colocar no painel do veículo, filmando rua no bairro. “Quando viu pela imprensa a morte do Matheus, ela reconheceu o local e ligou os pontos, que o pai estava envolvido na execução”. Depois, ainda com base no depoimento dela, Juanil Miranda teria ficado ressentido por ter errado o alvo.

Sartori explicou, em depoimento, que a organização criminosa teria usado os serviços dos mesmos pistoleiros para matar outro desafeto dos Name: Marcel Costa Hernandez Colombo, o "Playboy da Mansão", assassinado em Campo Grande em outubro de 2018.


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