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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

23/11/2013 10:55

Revoltado com a "época" das chuvas, morador não paga IPTU há seis anos

Filipe Prado
Maria Elza mostra as marcas das enxurradas (Foto: Cléber Gellio)Maria Elza mostra as marcas das enxurradas (Foto: Cléber Gellio)

O Bairro Coophatrabalho já é famoso pelas reclamações ligadas às chuvas. Os moradores estão tão acostumados com as situações das enchentes, que já preparam as suas casas para receberem a enxurrada a cada chuva de setembro a fevereiro. Outros não pagam o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para mostrar a indignação com os alagamentos. Outro problema é a falta de um sistema de drenagem eficiente para receber as águas pluviais. 

Francisca Pereira de Lima, 63 anos, relata que a chuva sempre entra na residência. “A água chega aqui na varanda, ainda bem que ela é alta e nunca entrou dentro de casa”, comenta. 

Outros moradores já se preparam toda a vez que percebem as nuvens carregadas. “Há mais de 30 anos que passo por essa situação, quando vejo que vai chover já começo a ficar atenta. (No sábado passado) mesmo eu tirei a proteção das bocas de lobo, que ficam aqui na rua, para que a água pudesse escoar mais rápido”, explica Maria do Carmo Marques de Lima, 56.

Ela conta que por conta da chuva do dia 11, ela dormiu depois da zero hora, ajudando a obstruir a passagem da água. “Eu e meu filho ficamos limpando a rua, tirando o lixo dos bueiros, para que a água pudesse escoar e não entrar nas casas”, comenta Maria do Carmo.

A aposentada Maria Elza Vera, 63, preparou toda a casa dela para “receber” a chuva. “Fechei o portão pra água não entrar, fiz vários pontos de escoamento pela casa. Já perdi muita coisa porque entrou água aqui em casa, como fogão, geladeira, sofá”.

Eles relatam que há sempre uma época determinada para que aconteçam as chuvas fortes. “Todo o ano de setembro a fevereiro nós temos que ficar espertos”, relata Maria Elza.

Na rua Tipuana, onde Maria Elza mora, alguns moradores deixaram de pagar o IPTU, para que a prefeitura resolva a situação deles. “Estou há seis anos sem pagar o IPTU, outros moradores do bairro também. Tenho até causa na justiça, para que resolvam este problema da nossa rua, pois toda vez que chove forte acontece isso”, reclama.

Maria do Carmo tira a proteção dos bueiros para que a água possa escorrer mais rápido (Foto: Cléber Gellio)Maria do Carmo tira a proteção dos bueiros para que a água possa escorrer mais rápido (Foto: Cléber Gellio)


Um erro não justifica o outro, não é dessa forma que vão conseguir alguma coisa...
 
Carlos Eduardo Araujo em 23/11/2013 23:46:50
Tirar a tampa de bueiro pode prejudicar crianças pequenas que podem cair dentro, isso deveria ser proibido.
 
Mirella Forti Cossignani em 23/11/2013 16:43:36
A moradora esta correta em não pagar o IPTU já que não tem melhorias e nem ao menos solução dos atuais problemas do bairro. Como dito na reportagem que o problema se estende a mais de 30 anos e faz somente 6 anos que a mesma não o paga, ainda resta 24 anos de IPTU que a mesma deve solicitar na justiça(junto com todos os moradores do bairro) a devolução com juros e correção dos valores pagos. Isso é um crime contra os moradores(roubo do imposto!) que paga(cada ano mais) e só tem aumentado os problemas do bairro! No meu bairro não pagamos o asfalto, os impostos servem para isso e só estamos esperando uma notificação ou inclusão no spc-serasa para processarmos a prefeitura e ganharmos "parte" do nosso suado dinheiro de volta!
 
Alexandre de Souza em 23/11/2013 13:21:14
nao tem que pagar mesmo estou a dois anos atrasados e só vou pagar o dia que sair asfalto na favela do nova lima especialmente na minha rua!
 
gilson dos santos silva em 23/11/2013 12:24:57
Trata-se de problema cronico que vem de mais de 30 anos, desde que foi feito o conjunto habitacional em local sujeito a águas torrentes.
 
Celso Pereira da Silva em 23/11/2013 11:53:52
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