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Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Junho de 2018

31/05/2011 09:41

Ricos consideram a Justiça mais rápida, indica pesquisa

Débora Zampier, da Agência Brasil

Os cidadãos mais ricos são os que consideram a Justiça mais rápida, de acordo com a segunda parte de estudo que reúne indicadores de percepção social em relação à Justiça, divulgado hoje (31) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em uma escala de 0 a 4, em que 4 significa a melhor colocação, os cidadãos que ganham mais de 20 salários mínimos deram a maior nota no quesito rapidez: 1,96.

Apesar de estar longe de um desempenho satisfatório, essa é a melhor nota obtida em relação a todos os quesitos analisados pela pesquisa – rapidez, acesso, custo, decisões justas, honestidade e imparcialidade.

Os itens tiveram classificação entre mal (1) e regular (2) em todos os recortes sociodemográficos do estudo. “Esses achados confirmam a conclusão de que a população brasileira apresenta uma avaliação bastante crítica e generalizada sobre a Justiça”, destaca o estudo.

Quando se considera o recorte escolaridade, o tema rapidez obtém a pior classificação de todas as variáveis da pesquisa. Cidadãos com formação superior incompleta, completa ou com pós-graduação acham que a Justiça brasileira está mal (1,01) nesse quesito.

Os cidadãos com mais de 65 anos têm as avaliações mais otimistas em quesitos éticos, como a honestidade e a imparcialidade. Eles deram as notas mais altas nesses dois itens: 1,39 e 1,41, respectivamente. A pior avaliação para honestidade (1,05) partiu dos cidadãos com renda de 5 a 10 salários mínimos. Os mais pessimistas em relação à imparcialidade são aqueles com ensino médio completo ou incompleto (1,08).

Os cidadãos que mais sentem os custos da Justiça são os negros, que deram a pior nota nesse quesito (1,32). Já os moradores da Região Sul são os que menos se incomodam com esse fator (nota 1,55).

Apesar de o Sudeste concentrar um maior número de varas judiciais, os cidadãos dessa região são os mais críticos no quesito acesso à Justiça (nota 1,38). Já na Região Norte, onde a quantidade de varas por área é muito menor, os cidadãos são os mais otimistas em relação ao acesso (nota 1,66).

Os orientais são os mais conformados com o teor das decisões judiciais. Eles deram a maior nota no quesito decisões justas: 1,76. A pior nota (1,53) foi dada por três segmentos: cidadãos do Sudeste; brasileiros que ganham de 5 a 10 salários mínimos; e os que ganham mais de 20 salários mínimos.

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Minha experiência como Direito tem me mostrado que os processos acobertados pela gratuidade judicial caminham a passos lentos em relação aos processos que tem as custas recolhidas antecipadamente.

Por que será?
 
Cristiano Paim em 31/05/2011 11:10:28
A justiça é morosa e injusta para quem possui menor poder aquisitivo. Acho que tem relação aos ricos salários, e regalias dados aos juízes e promotores. Se ganhassem até 3 salários igual aos trabalhadores, garanto que a justiça seria diferente. Isso começa lá de cima... do Planalto.
 
Marcelo X. Max em 31/05/2011 10:42:58
Óbvio que os ricos consideram mais rapido a justiça , eles tem condições de pagar pelo advogado que tem dedos detro do forum, ou eles mesmo tem CONTATOS que fornecem essa rapidez para eles....
 
tatiane m. oliveira em 31/05/2011 10:22:15
Quando for para receber, a justiça é ágil em favor do rico. Quando for para pagar, a justiça é implacável com o pobre.
 
Áttila Gomes em 31/05/2011 10:08:18
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