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Campo Grande, Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

23/08/2012 12:56

Detentos comandaram roubo e sequestro de caminhoneiro

Paula Vitorino e Paula Maciulevicius

Delegada diz que celular permite esse tipo de crime e uso dos aparelhos está "descontrolado"

Elizer mesmo preso comandou o crime. (Foto: Minamar Júnior/Reprodução)Elizer mesmo preso comandou o crime. (Foto: Minamar Júnior/Reprodução)
Caminhão roubado.Caminhão roubado.

Partiu de dentro do presídio de Segurança Máxima o roubo e seqüestro de caminhoneiro realizado na madrugada desse domingo (19). O motorista, de 34 anos, foi mantido refém durante 7 horas enquanto os ladrões tentavam levar o caminhão para o Paraguai.

Diocledes Bispo de Jesus, de 28 anos, foi preso em Ponta Porã e o comparsa, Daniel Dias da Silva, de 25 anos que ficou vigiando o caminhoneiro no cativeiro, foi morto pela Polícia durante perseguição.

Os dois foram contratados para realizar o crime por dois detentos do presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, Eliezer Gamarra Ledesma, de 35 anos, conhecido como “Pé”, e Anderson Patrício de Oliveira, de 26 anos.

Segundo as investigações da Polícia, quem planejou toda a ação foi Elizer, que já conhecia Daniel de período que cumpriram pena juntos. Anderson é primo de Diocledes.

Chorando e se dizendo arrependido, Diocledes foi apresentado hoje à imprensa. O seu advogado não permitiu fotos, alegando a periculosidade dos outros envolvidos no roubo.

“Fiz porque estava sob pressão, minha família estava sendo ameaçada. Não sabia que era para roubar”, disse.

Ele informou que receberia R$ 200 pelo crime, mas os outros bandidos afirmam que seu pagamento seria bem mais alto, R$ 3.500 mil.

A esposa de Diocledes, de 26 anos, também irá responder por ajudar no roubo. Durante o seqüestro, ele foi até sua residência para pegar R$ 300 para abastecer o caminhão, já que o combustível no veículo não era necessário para ir até o Paraguai.

A Polícia ainda investiga a participação de uma pessoa que mora em Cuiabá.

Celular - De acordo com a delegada da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos ), Maria de Lourdes Souza Cano, foi Eliezer quem ligou para a empresa de transporte em que a vítima trabalha e contratou o frete.

“Ele informava todos os dados e marcava encontro em um local para pegar o frete”, explica.

A delegada alerta que tanto caminhoneiros como as empresas devem ficar atentar para evitar esse tipo de crime. “Tem que desconfiar e liga para a suposta empresa contratante em número diferente do fornecido durante o contato. Procurar na lista o número que aparece e ligar para confirmar”, aconselha.

Ela ainda afirma que “o uso de celulares dentro dos presídios está fora do controle”. A delegada ainda diz que os presos aproveitam do aparelho para continuar controlando ações criminosas.

“Trocam de chios constantemente. Conseguem fazer contato até com outros estados e conseguir vítimas”, diz.

Ainda segundo a delegada, os criminosos “foram e estão sendo audaciosos”.



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