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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

03/11/2014 19:10

Saúde aguarda exames para confirmar 6 novos casos de Chikungunya

Lidiane Kober

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) investiga seis novos casos de Febre Chikungunya, em Campo Grande. Os exames já foram encaminhados ao Pará, sede do único laboratório do País, e a expetativa é receber o resultado ainda nesta semana. No interior, segundo a assessoria da SES (Secretaria Estadual de Saúde), não há regristro de nenhum caso suspeito.

Justamente por ser único laboratório que realiza o exame no Brasil, a resposta demora em torno de 15 dias para chegar. Até agora, a Sesau confirmou um caso de paciente infectado pela Febre Chikungunya. Trata-se de um homem de 35 anos, que foi internado em uma clínica particular no dia 21 de setembro.

O plano do Governo do Estado é realizar os exames da nova doença. Técnicos do Lacen, inclusive, participaram de processo de capacitação, mas, conforme a assessoria da SES, ainda não há previsão para as análises serem realizadas em Mato Grosso do Sul.

A doença preocupa pelo fato de o mosquito transmissor ser o mesmo da dengue e, de acordo com Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypiti, realizado em outubro, dos 82 bairros de Campo Grande, 26 tem risco médio de infestação.

Os três bairros com maior IIP (Índice de Infestação Predial) são Guanandi, Taquarussu e Jacy, que registram infestação de 2,3%. Quando o índice fica entre 1% e 3,9%, a situação é considerada de alerta e o risco da infestação é médio.

A Febre Chikungunya causa os mesmos sintomas da dengue: febre de 39 graus, dores musculares, dor de cabeça e vômitos. No entanto, ao contrário da primeira, que o sul-mato-grossense está acostumado, os sintomas podem persistir por até três anos.

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, a letalidade é rara e menos frequente que nos casos de dengue. O tratamento é feito para combater os sintomas, com analgésico (paracetamol), hidratação adequada e repouso e a medida básica de prevenção é o combate aos mosquitos transmissores, ou seja, as mesmas ações que evitam a dengue são capazes de prevenir também a Chikungunya.



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