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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

31/08/2018 11:18

Segurança em presídio é reforçada no dia que o PCC completa 25 anos

No ano passado, “gritos de ordem” fizeram com que agentes penitenciários da Máxima pedissem o fechamento da cadeia na Máxima

Geisy Garnes
Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande (Foto: Arquivo)Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande (Foto: Arquivo)

O dia 31 de agosto é marcado pelo aniversário de criação da maior facção criminosa do Brasil, o PCC (Primeiro Comando da Capital), que hoje completa 25 anos. Para evitar motins em “comemoração” a data, a segurança foi reforçada dentro e fora das unidades prisionais nesta sexta-feira em todo Mato Grosso do Sul.

Conforme apurado pela reportagem, um alerta geral, emitido por servidores ligados a segurança pública, chamaram atenção para possíveis ações da facção no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande.

Como cautela, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) reforçou a segurança no segundo maior presídio do Estado. No início desta manhã, nenhuma movimentação foi registrada e os presos foram para o banho de sol normalmente.

Em nota a Agepen informou que “as forças de segurança trabalham integradas com ações preventivas e de inteligência para garantir a manutenção da ordem nos presídios de Mato Grosso do Sul” e que detalhes não serão divulgados por medida de segurança.

No ano passado, “gritos de ordem” fizeram com que agentes penitenciários da Máxima pedissem reforço e o fechamento da cadeia no retorno do banho de sol. Policiais do Batalhão de Choque também prenderam um integrante do PCC com armas, entre elas um fuzil americano e uma submetralhadora, que supostamente seriam usados em um atentado.

1533 - O PCC foi criado durante uma partida de futebol no dia 31 de agosto de 1993 por oito presos do Anexo da Casa de Custódia de Taubaté ( a 130 quilômetros de São Paulo), o Piranhão, tida naquela época como a prisão mais segura do Estado.

Ainda no início da facção, os criminosos diziam que ela havia sido criada para "combater a opressão dentro do sistema prisional paulista" e também "para vingar a morte dos 111 presos" no episódio que ficou conhecido como "massacre do Carandiru", quando homens da Polícia Militar mataram presidiários no pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção de São Paulo.

Após 25 anos, o PCC se tornou a maior facções do país e Mato Grosso do Sul um dos três únicos estados brasileiros com hegemonia quase absoluta. Considerado essencial na rota do tráfico de drogas, pela proximidade com Paraguai e Bolívia, o Estado aparece em destaque quando o assunto é a facção - junto com São Paulo e Paraná.

Com mais de 1.370 quilômetros de fronteira seca com o Paraguai, apontado como o responsável por abastecer a maior parte de maconha no Brasil, as cidades sul-mato-grossenses se tornam a principal porta de entrada para o tráfico de drogas e armas e por isso, território de interesse do PCC.

Apesar de desde o início Mato Grosso do Sul receber ações facção, o domínio no Estado começou nos anos 2000, quando os líderes do PCC foram enviados aos presídios de Campo Grande e Dourados. Foi então que eles propagaram suas ideias, o que favoreceu que ficassem numa posição privilegiada no mercado da droga.



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