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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

20/08/2013 07:00

Sem mar, Capital tem "pontos" fortes para taxista exibir aos turistas

Bruno Chaves
Parque das Nações Indígenas é ponto turístico mais indicado por taxistas (Foto: João Garrigó)Parque das Nações Indígenas é ponto turístico mais indicado por taxistas (Foto: João Garrigó)
Sem mar, Capital tem pontos fortes para taxista exibir aos turistas

Ao chegar a seu destino, o viajante quer logo explorar o território, sair para visitar os pontos turísticos e conhecer a cidade. Quem vem a Campo Grande também partilha do mesmo ideal. Apesar de a Cidade Morena, que completa 114 anos na segunda-feira (26), não ser turística, muitos viajantes, que passam por aqui e usam a Capital como local de trabalho ou como ponto de conexão, também aproveitam os atrativos. 

Quem sempre está em contato com esse público é o taxista. Costumado a ir e vir com pessoas de todos os cantos do Brasil, José Arantes, 50 anos, sempre indica o Parque das Nações Indígenas como ponto turístico. “É um dos lugares mais bonitos da cidade”, acredita. Mas lugares como o Mercadão, a Feira Central e a Casa do Artesão também estão na lista de indicações.

Para José, apenas um mar abrilhantaria a cidade perante os olhos dos turistas. “Faltava uma praia para ficar completa”, diz. De acordo com ele, quem passa por aqui tece elogios à Capital. “É uma cidade bonita, limpa, organizada, arborizada e sem violência, quando comparada a cidades como São Paulo (SP)”, exemplifica o comentário dos visitantes.

Melhoraria se a periferia fosse lembrada, lembra. Para o taxista, faltam alguns ajustes nos bairros, como locais para lazer e infraestrutura, como asfalto. No restante, “a cidade está em cima”, dentro do que é permitido.

“Somos carentes de lazer e de beleza natural. Esses dias recebi um casal do Recife (PE), que me pediu para mostrar o que a cidade tinha de mais bonito. Mostrei o centro e o Parque das Nações, mas isso para eles é normal”, conta.

Mas José sabe que a Capital sul-mato-grossense não é turística e afirma que as pessoas que por aqui passam, na maioria, usam a cidade como ponto de partida para cidades como Bonito ou Corumbá, no Pantanal. “Também tem aqueles que vêm a trabalho, para seminários, convenções e outros”, conta.

As casas noturnas também são muito procuradas por turistas. A noite campo-grandense desperta a atenção e o desejo de quem passeia aqui. “Além de mostrar o Memorial de Índio, o Parque dos Poderes e a Orla Morena, indico as boates Enigma, Cancun e Whiskeria Pantanal”, conta, rindo, a taxista Rosângela Domingues, 35 anos.

Mas aqueles que preferem uma diversão moderada, recebem orientações para irem à Valley, Miça e outros barzinhos. “Dependem do que querem”, afirma.

Já o taxista Maurício Soares Mendes, 53 anos, é radical e afirma a cidade não tem lugar para visitar. “As pessoas dizem que gostam muito da limpeza e organização, mas a cidade não tem um ponto turístico marcante, diferente. Só parques e praças”, afirma.

Peixinho diz que cidade é bem vista diante de olhos estrangeiros (Foto: Marcos Ermínio)Peixinho diz que cidade é bem vista diante de olhos estrangeiros (Foto: Marcos Ermínio)

Há 40 anos atuando como taxista, 35 deles trabalhando em Campo Grande, Daniel Peixinho, 69 anos, nascido em Coxim, é, com certeza, uma das pessoas que acompanharam de perto o desenvolvimento da Cidade Morena ao longo dos últimos tempos.

A capital sul-mato-grossense só recebe elogios de quem costuma percorrer 180 quilômetros por dia em suas ruas e avenidas. Peixinho trabalha no ponto de táxi do aeroporto da cidade e diz que transporta muita gente para lá e para cá.

“É uma cidade muito bonita e só vem melhorando com o tempo”, afirma. Acostumado a fazer amizades com seus passageiros, o taxista garante que, no carro, o assunto das prosas é um só: as vantagens e benefícios de Campo Grande.

Peixinho conta que todos os passageiros só falam bem da cidade. Para ele, nenhum ousou em criticar a Capital. “Gosto demais de trabalhar como taxista. Posso conversar com as pessoas, que sempre falam daqui”, diz.

O sobre o que os passageiros costumam conversar com um taxista? Peixinho recebe a pergunta com a resposta na ponta da língua: os turistas costumam conversar sobre o que tem para fazer na cidade, já os que moram aqui, sempre falam como é bom voltar, explica.

Para ele, o taxista é uma espécie de guia turístico, que pode informar sobre a cidade e despertar o interesse em pontos turísticos. “O Parque das Nações Indígenas é o mais procurado e comentado, com certeza. Mas as pessoas também, gostam das praças e do centro”, garante.

Andando e transportando gente para todos os lados, Peixinho lembra-se de situações marcantes de sua vida profissional. Entre altos e baixos, ele garante que nunca sentiu vontade de abandonar a profissão.

“Até nas décadas de 1980 e 1990, quando mataram muitos taxistas, nunca pensei em parar de ser taxista”, afirma.

Para Peixinha, a Capital agrada porque é limpa, organizada e arborizada (Foto: Marcos Ermínio)Para Peixinha, a Capital agrada porque é limpa, organizada e arborizada (Foto: Marcos Ermínio)

Juntos no trabalho, na vida e na paixão por Campo Grande – Há um ano, Peixinho ganhou uma companhia no volante e na defesa da Cidade Morena. A senhora Peixinha, como é conhecida Zenilda Peixinho, esposa de Daniel, largou as mesas de costura pelo asfalto de Campo Grande.

“Foi por incentivo dele (marido) que mudei de profissão”, revela. Sobre as condições de trabalho cidade a fora, Zenilda fala que as vantagens vão muito além da questão profissional e passam pela vida pessoal.

Para a trabalhadora, “é muito bom trabalhar com os passageiros, ainda mais os que admiram a cidade”. “Eles descem aqui e falam que chegaram ao paraíso. Eles comparam as ruas, avenidas e praças. Dizem que a cidade é limpa e bem cuidada. É muito bom ouvir tudo isso”, afirma.

Se pudessem mudar algo na Capital, o casal do táxi mexeria nos bairros mais distantes. “É a única parte feia, que ficou esquecida”, conta dona Peixinha. “Precisamos que os bairros sejam vistos com mais carinho para ficarem mais bonitos. Eles deixam a desejar”, garante.

Nascida em Poxóreu (MT), Zenilda conheceu Daniel e constituiu família em Campo Grande. Juntos, os dois criaram três filhos e avisam que seus legados viverão, para sempre, na Capital Morena.

Mercadão é outro ponto bastante indicado pelos taxistas (Foto: Marcos Ermínio)Mercadão é outro ponto bastante indicado pelos taxistas (Foto: Marcos Ermínio)


O centro de Campo Grande esta degradado, com toda aqueles fios de energia emaranhados, parece uma cidade abandonada. Sem falar na pintura dos prédios que estão velhas, sujas e cheias de pichação. Fora que para uma cidade que fala tanto em preservação do meio ambiente, esta bem suja. Tem muito espaço pra melhorar.
 
Laura Malvezi em 04/01/2014 13:17:53
campo grande e linda mesmo tenho orgulho de morar nessa capital que apesar de precisar de tantas melhoras e muito atrativa para quem chega e quem mora nela ....
 
FRANCIELLY SILVA LUZ em 12/12/2013 12:39:16
campo grande e linda mesmo tenho orgulho de morar nessa capital que apesar de precisar de tantas melhoras e muito atrativa para quem chega e quem mora nela ....
 
FRANCIELLY SILVA LUZ em 12/12/2013 12:39:15
e pra acabar com as atrações de vez, prefeito e participantes da câmara proíbem qualquer tipo de som nos barzinhos que ainda restam como ponto de fuga para diversão.
 
Rafaela Nabhan em 06/09/2013 11:21:44
acho que a cidade do natal podia oferecer restaurantes durante o ano, uma replica de uma cidade nordica na america do sul não é uma normalidade e atrairia mais atenção, as pessoas que por ali passam se encantam,as belezas de campo grande são unicas pois mesclam natureza e progresso
 
samuel vosni em 21/08/2013 13:26:55
Caro Carlos Cruz, realmente é muito pertinente seu comentário, também sou favorável. Mas em Campo Grande, está complicado, uma vez, que as autoridades por $$$ liberaram boa parte do Parque dos Poderes, para construção de condomínios, sem o minímo de preocupação com a Fauna e Flora.
O descaso no MS, é gritante no que se refere a PROTEÇÃO a natureza. O Parque dos Poderes é um dos exemplos explícitos que temos. Diariamente, inúmeros quatis são atropelados pelos atrasados(tanto na evolução humana, quanto no horário), e o que as autoridades competentes, tem feito para mudar essa realidade? NADA ,ABSOLUTAMENTE NADA, só querem PODER, $$$$ e que se dane o resto.
Na realidade, o Parque dos Poderes está um LIXO também, falta MANUTENÇÂO e um pouco mais de vida(flores...)e atenção aos animais.
 
Neyde de Oliveira em 20/08/2013 12:34:37
Para quem não sabe, o P.N.I é o maior parque urbano do Mundo, porque não explorar este lugar melhor, abrindo para a visitação o C.R.A.S e a reserva de PARQUE DOS PODERES, com a mesma infraestrutura dos passeios de Bonito/ MS, onde as pessoas andam sobre estrados de madeiras, para não agredir o meio ambiente!
 
carlos cruz em 20/08/2013 11:17:24
AMO ESTA CIDADE ME ORGULHO DE MORAR AQUI PARABÉNS JOÃO CARRIGÓ QUE SOUBE COM OS OLHOS TÃO METICULOSOS TIRAR ESSA FOTO QUE MOSTRA TODA A BELEZA DE NOSSO PARQUE
PARABÉNS A TODOS QUE GOSTAM DE EXPLORAR NOSSA CAMPO GRANDE
 
silvana baroni em 20/08/2013 10:12:43
O que precisamos é de autoridades, comprometidas de fato com a População, investindo em infraestruturas, turísmo, qualidade de vida para todos. Mas, a gente vê a mentalidade do EU, só pensam em $$$, se algo vai dar voto fazem (mesmo que porcamente).
Os administradores, pecam muito pela falta de investimento no turismo, uma vez que, geraria muito trabalho e consequentemente mais renda para o município.
O que temos para fazer aqui??? principalmente para a garotada, NADA. Agora, imagine levar um parente ou amigo de Curitiba, para curtir a cidade. Os poucos Parques sem manutenção, os Shopping sem grandes atrativos, a noite sem grandes novidas. Contrário do Pessoal de Cuiabá, que são agitado.
Não estou criticando a CIDADE, sim as administrações, como já disse a MORENA é jovem mas...
 
Neyde de Oliveira em 20/08/2013 09:16:47
A maioria dos pontos turísticos das cidades são naturais ou construções que marcaram épocas. Graças a Deus e ao Ex-Governador, Dr. Pedro Pedrossiam, Campo Grande tem no Parque das Nações Indígenas algo de muito importante para mostrar aos turistas e para que nós nativos tenham uma área para exercícios, para assistir e promover cultura e para tê-la como um colírio para os olhos. Em contra-partida outras jóias da cidade foram assassinadas, como a Estrada de Ferro e sua estação, o Relógio da 14, a vazão às soltas do Prosa e etc.et: não contra o progresso mas apelo p/ bom senso dos futuros governantes....
 
Oswaldo Rodrigues em 20/08/2013 09:08:23
Parabéns!!! Bruno Chaves, pela brilhante matéria. Ah, essa foto do Joãozinho como sempre um beleza, parece um cartão postal, linda,linda...
Campo Grande, é uma mocinha comparada a outras capitais, tem muito que crescer e amadurecer.Realmente é muio linda, com ruas largas. Mas, falta muita coisa, para alegrar os turistas e os próprios munícipes.
Como capital do MS, com um Pantanal lindo, poderia ter mais investimento na fauna e flora. Faltam Parques mais bonitos COM MANUTENÇÃO, um Zoológico e outros atrativos voltados para a natureza. O maior Parque por aqui só o das Nações, que é muito inferior ao Passaúna, Barigui, Tanguá, São Francisco, Tingui... de Curitiba, sem contar os de Goiânia, são Paulo e outros. Afinal, é uma CAPITAL em expansão, então porque não melhorar o turísmo.
 
Neyde de Oliveira em 20/08/2013 09:03:12
Quando recebo visitantes, principalmente aqueles que não conhecem ou conhecem pouco a cidade, procuro, dentro do possível, mostrar lugares que são caracteristicos, como o Centro, Feira Central, Mercadão, Lago do Amor, Parque da Nações...
O que não contribui em nada é ficar mostrando shopping, pois quase não tem diferença entre aqui ou de outros lugares. São apenas comercio e com ambiente mais ou menos padronizado, nada exclusivo. Normalmente se interessa por isso, quando são pessoas de cidade pequena, pois dai é tudo novidade.
 
Romeu Luitz em 20/08/2013 07:47:24
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