A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

12/02/2011 11:43

Sem pai e mãe, menino foge de abrigo e pede à Polícia para voltar

Aline Queiroz e Ricardo Campos Jr.

Garoto não sabe ao certo quais os antecedentes criminais dos pais

“Eu nunca vi meu pai. Minha avó disse que era ladrão de banco. Minha mãe está presa. Acho que vendia droga porque um dia eu ouvi falar de droga no telefone”, conta um menino de 14 anos que fugiu do abrigo onde estava internado. Sem os pais, ele ligou para a Polícia e pediu para voltar ao abrigo.

Cabeça baixa e os olhos tristes do menino são características marcantes do adolescente que foi encontrado ontem à noite em um posto de combustíveis no Bairro Buriti. Ele pediu à funcionária do estabelecimento para ligar à PM (Polícia Militar) porque queria voltar ao abrigo de onde havia saído ontem de manhã.

Ele conta que com outros três amigos saiu do abrigo e foram nadar no córrego do Bairro Buriti. Os meninos passaram o dia na rua e, à noite, o adolescente preferiu voltar.

A Polícia Militar encaminhou o garoto à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro para averiguações. Confirmado que ele não tinha antecedentes criminais, será levado novamente ao abrigo.

O garoto conta que mora há anos no abrigo, porém, não tem noção cronológica. “Não sei esse negócio de tempo não”, diz.

Ele conta que a vida no abrigo é boa e que vai para a escola. Lembranças do tempo em que vivia com a família são poucas e nem sempre felizes.

O garoto que nunca conheceu o pai morava com a mãe, a avó e outros quatro irmãos. Depois de ver a mãe ser levada pela Polícia, sem ao menos saber que crime ela havia cometido, ele ficou sob custódia da avó.

As crianças eram constantemente agredidas até o dia em que um dos irmãos dele foi amarrado e vizinhos acionaram a Polícia. “Ela (avó) sempre bebia”, revela o adolescente.

As cinco crianças foram morar em abrigos, duas delas, as mais novas, foram adotadas. Já o adolescente permanece internado.

O garoto espera que a mãe seja liberada da prisão para reconstruir a família. “Quero morar com ela”, finaliza.



é uma pena!
 
Francisco Ramão em 13/02/2011 10:04:21
É UMA PENA IRMÃOS ABRIGADOS SEREM ADOTADOS POR FAMILIAS DIFERENTE.. NÃO PEDIRAM PRA NASCER TERIAM O DIREITO DE PELO MENOS CONVIVER COM OS IRMÃOS.
 
PRIETA RIBEIRO em 12/02/2011 07:20:27
Estou desolada... estou que não sei se choro, se grito, ou o quê.
Quero ajudar esse garoto, não tenho nada material, sei lá, palavras de conforto, de irmã, de amiga. De uma mãe que já teve filho no mundão, mas que hoje graças ao bom Deus, está trabalhando e fazendo faculdade.
É hora dos nossos governantes verem a situação desse garoto e ajudá-lo com tudo que for necessário para que ele não se perca para o mundão.
Ele é um bom garoto!!!!!!!!!!!!!!!
Alguém poderá dizer que, o que ele está precisando é de bens materiais. Dinheiro não é tudo. O que mais vale é o convívio familiar.
 
Angel Dourado em 12/02/2011 04:50:39
Alô autoridades, só tenho uma pergunta a fazer; Qostaria de saber qual será o futura desse jovem depois que ele completar maior idade de deverá deixar o abrigo. Perguntar não ofende.
 
marinho atagiba em 12/02/2011 02:16:21
Mais uma cena dantesca da dura vida de uma criança, onde tudo começa na falta da família. Educação é a base, mas amor é fundamental. Faltou família para esse pequeno e só espero que ele não seja espancado pelos agentes, os quais deveriam exercer o papel de "educadores", quando de sua volta ao abrigo. Na verdade falta vontade política primeniramente. O ECA é atual e eficaz. E se fossem cumpridas as exigências do legislador, muitos problemas seriam no mínimo diminuidos. Espero de coração que Deus ilumine o caminho dele e que nunca enverede pela marginalidade, ou seja adotado por um traficante. Uma coisa é certa. Nós como cidadãos temos que fazer alguma coisa. Em tempo, parabéns Dr Danilo. Sua luta não é em vão. Fabio Versolato, Advogado Criminalista.
 
Fabio Versolato em 12/02/2011 01:25:49
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions