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Capital

Serial killer que matou estudante é pai de crianças de 4 e 12 anos

Depois de ouvir cerca de 30 testemunhas, Polícia Civil traçou o perfil do criminoso

Por Clayton Neves | 21/05/2021 17:31
Polícias do Paraná e Santa Catarina procuram este homem (Foto: Polícia Civil do Paraná/Divulgação)
Polícias do Paraná e Santa Catarina procuram este homem (Foto: Polícia Civil do Paraná/Divulgação)

Tido como uma pessoa inteligente, educada, mas ao mesmo tempo com traços de dupla personalidade, José Tiago Correia Soroka, suspeito de matar o estudante Marcos Vinício Bozzana da Fonseca, de 25 anos, é pai de duas crianças, um menino de 12 anos, filho de uma namorada da adolescência e outro de 4, de um relacionamento que terminou no início deste ano.

Após ouvir depoimento de pelo menos 30 pessoas, a delegacia de Homicídios de Curitiba, que investiga José Tiago, traçou detalhes do perfil do rapaz que já teve uma empresa de informática, trabalhou como chaveiro e desde março estava desempregado. Os detalhes foram revelados em reportagem da Revista Piauí.

Segundo testemunhas do caso, ao mesmo tempo em que se mostrava uma pessoa tranquila, o homem apontado como serial killer de homossexuais apresentava comportamento agressivo. À polícia, familiares disseram que ele chegou a fazer tratamento psiquiátrico em uma clínica em Curitiba, mas que abandonou.

Além dos crimes de homicídio em que é implicado, Soroka tentou matar a mulher com um mata-leão no início do ano. Mesmo golpe que a polícia acredita que ele usava para “apagar” as vítimas que matava.

Para a polícia, fica cada vez mais claro que as intenções do suspeito não era roubar, mas simplesmente matar as vítimas. “Em todos os casos, as vítimas tinham carteira com dinheiro, joias, relógios, mas só foram levados o celular e o notebook, o que dá a entender que ele [o assassino] queria evitar qualquer forma de rastreamento. Ele tinha conhecimento em informática para isso. A gente tentou rastrear remotamente os aparelhos, mas o suspeito já havia entrado no equipamento e trocado as senhas”, comentou o delegado Marcelo Fernando Tescke à revista Piauí.

Para chegar até as vítimas, ele usava nomes falsos em aplicativos de corrida. William, Diogo e Ricardo. O autor sempre parava a quadras de distância da casa dos rapazes e preferia cometer os crimes na terça e na sexta-feira.

Mortes - Uma das vítimas do assassino é o sul-mato-grossense Marcos Vinício Bozzana da Fonseca, de 25 anos, estudante de Medicina em Curitiba (PR) que foi assassinado em 4 de maio.

Marcos morava em Curitiba desde 2017, quando começou a cursar Medicina na PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná). O jovem fez o Ensino Médio e 3 anos de cursinho em Campo Grande antes de passar em cinco vestibulares. Ele estava no último ano da graduação.

Pela câmera do condomínio onde universitário morava, é possível ver que o suspeito sai tarde da noite, com uma mochila que parece cheia e uma sacola na mão. Ele pega um táxi.

Outros crimes - Para a polícia, o mesmo homem matou, também na capital paranaense, o enfermeiro David Levisio em 27 de abril, e em Abelardo da Luz (SC), em 16 de abril, o professor de geografia Robson Olivino Paim, de 36 anos.

Em 11 de maio, ainda conforme a investigação da DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa) de Curitiba, José Tiago tentou matar outra pessoa, mas a vítima resistiu ao ataque.



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