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Capital

Servimed fecha 2025 com déficit de R$ 17,4 milhões

Serviço arrecadou R$ 147,1 milhões no ano passado, mas teve despesas que somaram R$ 164,5 milhões

Por Mylena Fraiha | 08/04/2026 13:08
Servimed fecha 2025 com déficit de R$ 17,4 milhões
Fachada da Prefeitura de Campo Grande (Foto: Assessoria/Prefeitura)

A Prefeitura de Campo Grande publicou nesta quarta-feira (8) o balanço financeiro do Servimed (Serviço de Assistência à Saúde do Servidor Municipal), que fechou o ano de 2025 com déficit de R$ 17,4 milhões.

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O Servimed, serviço de saúde dos servidores municipais de Campo Grande, encerrou 2025 com déficit de R$ 17,4 milhões, arrecadando R$ 147,1 milhões e gastando R$ 164,5 milhões. O saldo em caixa caiu de R$ 2,1 milhões para apenas R$ 3.994,38. As despesas correntes consumiram R$ 161,4 milhões. A prefeitura não se manifestou sobre medidas para reequilibrar as contas.

De acordo com os dados apresentados em suplemento do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), o serviço arrecadou R$ 147,1 milhões ao longo do ano, mas teve despesas que somaram R$ 164,5 milhões. O resultado negativo foi de R$ 17.411.515,72.

Além do déficit, outro ponto que chama atenção é a queda no saldo em caixa. O Servimed iniciou o período com R$ 2,1 milhões disponíveis, mas terminou o ano com apenas R$ 3.994,38 — valor considerado residual diante do volume de movimentação financeira.

O Servimed é responsável pela assistência à saúde de servidores municipais ativos, aposentados e pensionistas, além de seus dependentes. O custeio do sistema é feito de forma compartilhada, com contribuições dos próprios servidores e repasses do empregador.

A maior parte das receitas vem das contribuições dos filiados, que somaram R$ 77,4 milhões. Também entram na conta os valores pagos pelos próprios usuários no uso dos serviços de saúde, que totalizaram R$ 22,3 milhões, além de transferências da prefeitura, que chegaram a R$ 16,8 milhões.

Do lado das despesas, quase a totalidade dos recursos foi destinada ao custeio da estrutura e dos serviços. As chamadas “outras despesas correntes” consumiram R$ 161,4 milhões, enquanto os investimentos ficaram em apenas R$ 156 mil ao longo de todo o ano.

O balanço também aponta que, do total empenhado, R$ 164,2 milhões foram efetivamente pagos, restando cerca de R$ 225 mil inscritos como restos a pagar.

Os números indicam um desequilíbrio entre arrecadação e gastos, além da redução significativa das reservas financeiras do sistema. Procurada, a prefeitura ainda não se manifestou sobre os motivos do déficit, nem sobre eventuais medidas para reequilibrar as contas do serviço.

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