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Capital

Sindicato denuncia falta de equipamento para funcionários do HU

Hospital informa que há EPIs para todos os funcionários e lamenta que "queiram fazer política com denúncias infundadas"

Por Guilherme Correia | 31/03/2020 16:49
Funcionários sem máscaras de proteção foram fotografados borrados para evitar identificação (Foto: Sista-MS)
Funcionários sem máscaras de proteção foram fotografados borrados para evitar identificação (Foto: Sista-MS)


Durante a pandemia do novo Coronavírus, uma das principais recomendações é de que máscaras respiratórias sejam priorizadas para profissionais da saúde. Apesar disso, funcionários do HU (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian) denunciam que poucos têm acesso aos EPIs (equipamentos de proteção individual).

De acordo com publicação do Sista-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Educação), médicos, enfermeiros e técnicos pediram ajuda ao sindicato, responsável pela categoria, pois temem contaminação em massa pelo Covid-19.

Funcionárias foram vistas sem utilizarem equipamentos de proteção (Foto: Sista-MS)
Funcionárias foram vistas sem utilizarem equipamentos de proteção (Foto: Sista-MS)

Trabalhadores foram fotografados na tarde de ontem, enquanto circulavam pela unidade sem uso dos EPIs. Segundo Cleodete Gomes, enfermeira do HU e coordenadora do Sista, a alguns setores liberam uma máscara a cada 12h. "Recebemos muitas reclamações principalmente da falta de máscaras cirúrgicas e óculos de proteção". 100 máscaras protetoras foram doadas para servidores do Hospital.

Contaminação - A preocupação acontece pois funcionários têm contato diário com pacientes contaminados pelo vírus, o que facilita exponencialmente o risco de contaminação. "Assim como aconteceu no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo". No Sírio e no Albert Einstein, principais unidades na capital paulista contra o vírus, 450 profissionais foram afastados pela por estarem afetados pelo vírus.

A assessoria do HU, por meio de nota, informou que máscaras são disponibilizadas para todos os funcionários, mas que nem todos seguem as recomendações e orientações vindas da direção do Hospital.

"Não temos condições de fiscalizar todos os colaboradores o tempo todo".

Além de doações, foi informado de que R$ 3,8 milhões foram investidos na compra de EPIs e fármacos para estoque de pelo menos 6 meses. O fornecimento de proteção para terceirizados é de responsabilidade das próprias empresas terceirizadas, que podem ter contrato rescindido caso seja notada falta. "Lamentamos que o Sista queira, neste momento, fazer política com denúncias infundadas".

Assessoria do HU enviou foto de funcionária da limpeza trabalhando de máscara (Foto: Assessoria)
Assessoria do HU enviou foto de funcionária da limpeza trabalhando de máscara (Foto: Assessoria)