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Capital

"Só cria intriga", diz Mandetta ao rejeitar dar opinião sobre adoção de lockdown

Ex-ministro, que chegou a ser sugerido como mediador do tema polêmico em Campo Grande, disse "estar disponível para ajudar"

Por Marta Ferreira | 11/08/2020 11:10
Mandetta durante visita de cortesia a Marquinhos, em abril. (Foto: Foto: Denilson Secreta/PMCG)
Mandetta durante visita de cortesia a Marquinhos, em abril. (Foto: Foto: Denilson Secreta/PMCG)

Melhor não. Foi assim a reação do ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro Luiz Henrique Mandetta (DEM) ao ser instado pela reportagem a comentar a polêmica em torno da adoção ou não de lockdown em Campo Grande. O assunto acabou indo para as vias judiciais e o nome do médico ortopedista chegou a ser citado como mediador ideal pelo titular da área no governo do Estado, Geraldo Resende.

Procurado pela reportagem, Mandetta preferiu não entrar em polêmica. Alegou que dar opinião sem conhecer detalhes e números do enfrentamento à doença em Campo Grande não colabora. “Só cria intriga”, avaliou.

Na breve conversa por telefone, disse não ter sido chamado para colaborar. Mas afirmou estar disponível.

“Se me chamarem, eu não tenho problema em ajudar”, declarou.

Primo do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), Mandetta já foi secretário de Saúde na gestão do outro primo, o hoje senador Nelsinho Trad (PSD).

Em abril, poucos dias depois de ser demitido do Ministério da Justiça, Mandetta esteve com Marquinhos no gabinete da Esplanada Rodoviária e, à época, disse se tratar de “visita de cortesia”.

Nesta manhã, sem entrar em “bola dividida”, já que existe uma guerra de discursos entre as autoridades estaduais e municipais, o ex-ministro usou tom de conselheiro.

“Esperam que eles estejam bem conscientes dos números para tomar decisões”.

Campo Grande acumula, em 4 meses de pandemia, 200 óbitos pela doença e 13.245 casos.