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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

14/09/2013 17:57

Solidariedade de vizinhos ajuda duas famílias que perderam tudo com fogo

Luciana Brazil
Com a filha no colo, Priscila conseguiu salvar algumas fraldas. Ao fundo, o telhado das casas destruídas. Com a filha no colo, Priscila conseguiu salvar algumas fraldas. Ao fundo, o telhado das casas destruídas.
Menino que ateou fogo no colchão ganha brinquedo. (Fotos: Cleber Gellio)Menino que ateou fogo no colchão ganha brinquedo. (Fotos: Cleber Gellio)

Os moradores de duas casas parcialmente destruídas por um incêndio no último dia 12, no bairro Guanandi, em Campo Grande, receberam hoje (14) a ajuda de quem se mobilizou diante da tragédia. O incêndio começou depois que um menino de três anos ateou fogo em um colchão.

Depois de perderem grande parte dos pertences, as famílias receberam roupas, mantimentos, brinquedos, produtos de limpeza e até colchões.

Sem poder voltar para casa, que foi condenada pelo Corpo de Bombeiros, os moradores estão alojados provisoriamente na casa dos vizinhos. Juntos, eles tentam esquecer a história e recomeçar.

A iniciativa de ajudar veio dos membros da Associação de Moradores que presenciaram a destruição do fogo. Em parceria com a rádio comunitária do bairro, Maracanã FM, eles fizeram um belo exemplo de solidariedade.

“Eu vi a movimentação dos bombeiros e vim correndo. Aqui eu presenciei o desespero dos moradores. Eu tinha que fazer alguma coisa”, disse o membro da associação e radialista Ivanor de Oliveira Brites, 39 anos.

O presidente da Associação, Leondas Delmondes, garante que cerca de 100 famílias contribuíram com o pouco que tinham. “Nós somos eleitos para fazer alguma coisa pela comunidade. Saí daqui e fui direto para a rádio ajudar na campanha”.

Foram dois dias intensos de campanha, lembra o outro radialista Everson Nunes, 27 anos.

Construídas no mesmo terreno, as duas residências foram atingidas pelo fogo que começou com uma brincadeira de criança. O filho de uma das moradoras, um menino de três anos, acendeu um isqueiro e ateou fogo no colchão.

Leondas entrega doação que arrecadaram em dois dias de camapanha na rádio comunitária.Leondas entrega doação que arrecadaram em dois dias de camapanha na rádio comunitária.

“Ele só me chamou depois que o fogo já estava alto. Nós tentamos apagar com balde, mas não dava mais”, contou a dona de casa Francieli Ibanhez Spielman, 22 anos.

Ela conta que o filho é “extremamente curioso”. “Tudo que ele vê, ele quer pegar, Não é a primeira vez que ele pega um isqueiro. Essas doações vão ajudar muito”, lembra ela.

A dona de casa Priscila Costa da Silva, 26 anos, lembra que chegou a pensar que o fogo era uma brincadeira. "Eu só acreditei quando minha vizinha chegou com a sobrancelha queimada. Tetamos apagar, mas não deu. Eu ainda consegui salvar algumas roupas dos meus filhos e alguns pacotes de fralda. Mas a minhas roupas e as do meu marido perdi tudo".
Agora as famílias procuram uma casa para alugar, já que viviam de aluguel nos imóveis destruídos. Em uma das casas, onde moravam quatro adultos e quatro crianças, só a cozinha ficou intacta. Na outra residência, onde viviam três adultos e uma criança, apenas um quarto foi destruído.

No momento do incêndio estavam cinco adultos nas residências e cinco crianças.

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