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Capital

Suspeito de matar Mayara vai se apresentar, mas quer escolher presídio

Advogado de Roberson Batista da Silva, principal suspeito pela morte de Mayara Fontoura Hosback, nega que tenha pedido salvo-conduto

Por Luana Rodrigues | 29/09/2017 14:54
Roberson Batista da Silva, 32 anos (Foto: Arquivo Pessoal)
Roberson Batista da Silva, 32 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

A defesa de Roberson Batista da Silva, 32 anos, afirma que, ao contrário do que divulgou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (28), não pediu a revogação da prisão preventiva dele, que está foragido.

Ao Campo Grande News, o advogado Ilton Hashimoto afirmou que, na verdade, o que tenta na Justiça é negociar a apresentação do homem, que é o principal suspeito de matar com golpes de tesoura a namorada Mayara Fontoura Hosback, 18 anos, no dia 15 deste mês.

“ O que nós pedimos é para apresentar ele em qualquer delegacia da Capital e, caso venha a ser preso, que seja encaminhado ao Instituto Penal de Campo Grande e não para o Presídio de Trânsito”, explicou o advogado.

O advogado explicou que Roberson se sente ameaçado em ir determinado presídio, pois tem rixas no local. Hashimoto afirmou ainda que pretende solicitar a revogação da prisão do cliente na próxima segunda-feira (3). "Vamos alegar que ele tem residência fixa, emprego lícito e vai cumprir com os atos processuais", disse.

Questionado sobre o local onde o cliente estaria escondido, o advogado afirma que desde quando foi procurado, dois dias após o crime, mantém contato apenas com um familiar de Roberson e desconhece paradeiro dele.

Prisão preventivaA prisão preventiva de Roberson foi decretada em audiência de custódia, um dia depois do crime.  Na decisão, o juiz afirmou que não vê novos fatos que justifiquem reverter o flagrante e decretou a prisão preventiva do suspeito.

“O crime teoricamente cometido pelo requerente é grave e possui repercussão social muito ampla (feminicídio), motivo pelo qual entendo que a sua colocação em liberdade, no momento, pode colocar em risco a ordem pública. Entendo, ainda, também, sob o fundamento da garantia da ordem pública, que a prisão do investigado deve ser mantida neste momento, a fim de evitar sua reiteração criminosa, visto que, em consulta verifica-se que o requerente possui aparente conduta social voltada à prática criminosa”.

Além disso, o juiz também levou em consideração o fato de que o investigado foi solto um dia antes do crime. Na decisão, o juiz ainda determina que Roberson se apresente o quanto antes.

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