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Suspeito de morder e bater em bebê já tem 17 passagens pela polícia

Por Fernanda Mathias | 07/07/2016 09:38
Com marcas de agressão por todo o corpo, bebê está na Santa Casa, com a mãe (Foto:Direto das Ruas)
Com marcas de agressão por todo o corpo, bebê está na Santa Casa, com a mãe (Foto:Direto das Ruas)

O suspeito de agredir a própria filha, um bebê de pouco mais de 40 dias, com tapas e mordidas, na noite da última terça-feira, já tem 17 passagens pela polícia, tanto em Bela Vista, onde morava anteriormente, quanto na Capital. Embora não haja condenação, há contra ele boletins de ocorrência por vários crimes, incluindo seqüestro e cárcere privado e violência doméstica.

A criança, de apenas um mês e 13 dias, foi atendida primeiro na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Ameida e depois levada para a Santa Casa, onde se encontra junto da mãe, uma mulher de 25 anos, que ontem (06) registrou ocorrência por lesão corporal dolosa, violência doméstica e supressão de documento particular.

Segundo a mãe, o homem, de 27 anos, teria dado um tapa na criança e a mordido por ter se irritado com o choro. Ela conseguiu fugir de casa, quando o marido saiu, e procurou ajuda. Um amigo que a socorreu conta que há um ano a mulher está com o agressor e foi agredida repetidas vezes, inclusive quando estava gestante, em uma ocasião teria sido socorrida por vizinhos no conjunto Parati.

No rosto da criança, marca de mordida e hematomas; pai alega que mordeu "brincando" e que o bebê tem a pele sensível (Foto: Direto das Ruas)
No rosto da criança, marca de mordida e hematomas; pai alega que mordeu "brincando" e que o bebê tem a pele sensível (Foto: Direto das Ruas)

“Às vezes ela chegava com a boca sangrando”. Muito abalado, ele conta também que na semana passada, durante velório de um parente, o pai da menina não deixou que ninguém se aproximasse da criança, segundo ele, para que não notassem marcas de agressão. “É ele é um louco, sádico. Bate porque gosta, não bebe, não usa drogas”.

A denúncia de retenção de documentos foi feita porque o homem teria recolhido todos os documentos da esposa e a proibido de sair. Ainda de acordo com o amigo, ela só podia conversar com os pais ao telefone com o aparelho no modo viva voz e na presença dele.

O caso foi registrado na DEAM, por onde correm as investigações, mas pode ser desmembrado em dois, a agressão contra a mãe e a contra a criança deve seguir para a DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente). O bebê foi levado para o IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) onde foi feito o auto de constatação das lesões.

Ontem o pai da menina ligou para o Campo Grande News e alegou que não a agrediu, que a mordeu “brincando” e que as marcas ficaram na pele por ser sensível. Alegou, ainda, que a mãe da menina o acusou por sofrer de transtorno bipolar.

O nome do pai não é revelado para preservar a identidade da criança e da mãe, vítimas de violência.

* Matéria editada às 10h23 para acréscimo de informações

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