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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

09/02/2015 09:30

Taxista passou a andar armado após assalto e vai alegar legítima defesa

Filipe Prado

O taxista Geraldo da Silva, 61 anos, acusado de matar a tiros Vanderlei Gonçalves da Silva, 41, na última quinta-feira (5) em um bar no Jardim Los Angeles, carregava a arma, calibre 38, em seu carro para autodefesa, após o roubo de seu carro VW Gol, modelo antigo, há duas semanas. Um dos assaltantes foi identificado como Rubens Gonçalves dos Santos, irmão da vítima morta pelo taxista e vizinho do acusado.

O advogado de defesa, Amilton Ferreira de Almeida, alegou que Vanderlei ameaçou Geraldo de morte, ao saber que o irmão havia sido preso depois de ter roubado o carro do taxista. Almeida contou que os bandidos queriam levar o carro para o Paraguai, porém foram interceptados e presos pela polícia.

Na quinta-feira, Geraldo estava em frente a sua casa, quando Rubens passou de moto, parou e disse “vou dar um tiro na sua boca”, apontou o advogado. Com isso, o taxista resolveu ir até a delegacia para registrar um boletim de ocorrência de ameaça, mas no caminho parou no Bar do Valdir para compra o cigarro.

No local estava o irmão de Vanderlei, então Geraldo se virou e seguiu em direção ao carro, para ir embora. Ao entrar no veículo, Rubens foi até o acusado, fazendo menção de que iria sacar uma arma, então Geraldo desceu do carro, pegou o revólver embaixo do banco e atirou.

De acordo com a defesa, o autor dos disparos usava a arma para segurança, mas a deixava dentro de casa. Como ficou traumatizado com o assalto, Geraldo começou a carregar a arma embaixo do banco do veículo.

Os advogados alegam legítima defesa, já que Vanderlei teria ameaçado o acusado e fez menção em sacar uma arma.
O acusado irá se apresentar hoje (9) à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Bairro Piratininga. A arma usada no crime foi entregue à polícia.

Acerto de contas – De acordo com o registro policial, Geraldo aproximou-se da vítima e questionou sobre o paradeiro de seu irmão, em seguida sacou um revólver e disparou cerca de seis tiros, sendo que três atingiram Vanderlei, dois na região do tórax e uma próximo ao cotovelo. O autor voltou ao carro e fugiu do local.

O pai da vítima foi até a polícia e contou que Rubens havia roubado um carro de Geraldo há alguns dias e que ele já estaria preso, mas que Vanderlei não estava envolvido no crime. Ele pressupôs que o crime pode ter sido ocasionado por um acerto de contas.



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