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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

23/03/2011 19:07

Terreno baldio vira área para consumo de drogas e criadouro de mosquitos

Jorge Almoas
Jean mostra local onde ficava casa dentro de terreno, que era usada por usuário de drogas (Foto: João Garrigó)Jean mostra local onde ficava casa dentro de terreno, que era usada por usuário de drogas (Foto: João Garrigó)

Cena comum em diversos bairros de Campo Grande, os terrenos baldios deixados sem manutenção se transformam em problema para a sociedade, poder público e para os donos das áreas. No Jardim São Lourenço, uma área abandonada, coberta por mato, está tirando o sono dos moradores.

Na Rua Inácio Gomes, as reclamações são por conta do aparecimento de insetos e a presença de marginais.

Segunda a empregada doméstica Cida de Souza, que trabalha há um ano e meio em uma casa defronte ao terreno baldio, os mosquitos viraram o terror da família. “Eu peguei dengue, as crianças e minha patroa também. É chato ver isso assim, abandonado, mas a quem podemos recorrer?”, questiona.

O estudante Jean Lucas Rocha, de 19 anos, conta que havia uma pequena construção dentro do terreno, que foi desmanchada a cerca de seis meses. “Um usuário de drogas morava ali. A casinha foi embora, mas o problema ficou”, reclama.

Mato alto, sujeira, lixo e insetos. As reclamações se concentram no aparecimento de insetos como pernilongos, moscas e baratas. Relatos de moradores apontam até para o surgimento de cobras na região.

Outra situação é o consumo de drogas. Em um dos lados do terreno, a iluminação pública é inexistente, que cria ambiente propício para a venda e uso de entorpecente.

Secretária da Agehab (Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul), Andréia da Costa Souza, que funciona na Rua Inácio Gomes, reproduz relatos de trabalhadores que permanecem no prédio durante a noite.

“Os agentes patrimoniais comentam mesmo que fica cheio de gente, fumando maconha, aqui do lado. Fora que o dia todo, os pernilongos perturbam”, conta Andréia, que mantém inseticida sempre à mão.

A secretária disse ainda que antes de ser abandonado, o terreno funcionava como cenário para uma produtora de vídeos.



Ainda no Jardim São Lourenço, em frente ao Centro de Convivência do Idoso Vovó Ziza, na Joaquim Murtinho existe uma quadra da Rua Marques de Pombal - em que estão localizadas duas torres de alta tensão (até esses dias existia uma borracharia embaixo da torre, que demoliram, mas agora continua em funcionamento uma lanchonete. Isso é permitido, embaixo de torre de alta tensão?? que não é asfaltada. Ela é interrompida por um ferro velho e em seguida segue até "duplicada" sentido Dahma, aquilo é um horror. Existe o CCI e tem uma escola a Arassuay Gomes de Castro com vários idosos e crianças passando por ali diariamente. Gostaria de saber o motivo daquilo estar dessa forma - um pedaço de uma rua em que o asfalto é interrompido e a rua também é interrompida por um ferro velho em que ficam inúmeros tratores. Mais uma vez a cidade e seus moradores que pagam horrores de IPTU sofrendo com descaso da Prefeitura de Campo Grande.
Por que será que isso acontece? Seriam forças ocultas?
 
Sandra Maria em 24/03/2011 10:29:53
Porque os vizinhos em vez de ficarem reclamando não se unem, pagam a limpesa e cercam o local e depois que enviem a conta pra prefeitura, pro dono do terreno.
Fácil é reclamar e ficar esperando pela prefeitura ao invés fazer algo!
 
Marco Gonzales em 24/03/2011 09:34:59
Sou morador de um conjunto de sobrados em frente á este terreno. Dos 6 sobrados, 4 já foram assaltados e de todos foram levado apenas pequenos objetos e computadores portáteis. Isso é característico de usuários de drogas, que roubam para trocar por entorpecentes para consumo. E a polícia? Nem adianta, você chega na sua residência, tudo arrombado, liga pro 190 e eles simplismente dizem que não podem fazer mais nada que já houve o roubo e pedem pra registrar apenas um B.O.
 
Michel Vianna de Oliveira em 24/03/2011 08:30:30
Eu acho que a Lei deveria ser mais rigorosa para esses moradores sem compromisso com a cidadania, pois a prefeitura pode aplkicar quantas multas quiser, mas o morador só limpa qnd bem entender... Enquanto isso quem paga o pato são os cidadãos corretos. A câmara dos vereadores deveria acordar pra esta situação... É absurda! E quem tem filho pequeno e idoso em casa? Se um deles morre por causa de dengue esse morador é praticamente um homicida!!!
 
Jocélio Ribeiro Lima em 24/03/2011 08:14:00
Realmente a situação é preocupante, porque não adianta a prefeitura simplesmente notificar ou multar o dono do terreno, pois ele só vai limpar se quiser. Fui vítima de um caso semelhante, onde viznho a minha casa um terreno baldio ameaçava a minha saúde. Várias vezes a prefeitura esteve no local, mas o dono é rico e não se preocupa se vai ser multado ou não. A moça da prefeitura explicou que como o terreno é propriedade privada, a prefeitura não pode simplesmente invadir e mandar limpar, mas pode aplicar as multas. Até o poder público fica de mãos atadas nisso. Eu e mais quatro vizinhos estamos ingressando na justiça contra esse proprietário por isso recomendo aos moradores da região citada na matéria fazerem o mesmo. Cada cidadão tem uma série de responsabilidades para arcar, que isto também seja cobrado delas!!!
 
Rui Spindola em 24/03/2011 07:59:40
Aqui ao lado de minha casa tbm tem um terreno todo murado que serve para consumo de droga e criadouro de mosquito e já denunciei mas ninguem toma providencias.
Em frente a praça do papa, esquina Rua Zakia Nahas Siufi.
 
Avanir Cardoso Araujo em 24/03/2011 06:29:23
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