Dois filhotes de papagaio-verdadeiro são roubados de ninho monitorado em MS
Equipe encontrou as aves em 18 de setembro; 6 dias depois, os animais haviam sumido
Dois filhotes de papagaio-verdadeiro foram roubados de um ninho monitorado pelo Projeto Papagaio-verdadeiro na região de Cerrado e Mata Atlântica de Mato Grosso do Sul. A denúncia foi feita pela idealizadora e coordenadora do projeto, Doutora Gláucia Seixas, em vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ela, a equipe monitorou os filhotes, de dois a três dias, no local em 18 de setembro. Ao retornar, no dia 24, os filhotes haviam desaparecido.
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Uma fenda aberta no coqueiro e lascas no chão confirmavam o roubo dos filhotes e marcavam o ponto por onde teriam sido retirados. Gláucia explica que não há como saber o dia exato do saque ao ninho, mas considerando a idade estimada no primeiro monitoramento estes filhotes foram roubados com 8 a 9 dias de vida. Uma imagem registrada naquela data mostra os filhotes dentro da cavidade, ao lado das cascas dos ovos de onde nasceram, já eclodidos.
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No vídeo feito seis dias depois, Gláucia mostra o coqueiro aberto. “Olha aqui, mais um exemplo de ninho arrombado”, diz. Além da retirada das aves, a pesquisadora lamenta o dano ao coqueiro, que comumente serve como ninho para a espécie na região. Segundo ela, a abertura facilita novos acessos à cavidade, incluindo os predadores naturais, além de alagamentos por chuvas, e deixa o ninho em condições cada vez piores para ser reutilizado novamente.
O caso ocorre durante a época de reprodução do papagaio-verdadeiro em Mato Grosso do Sul. Gláucia esclarece que o ciclo costuma ir aproximadamente do fim de julho ao fim de novembro, incluindo desde a postura dos ovos até o voo dos filhotes. É nesse período que as aves pequenas e indefesas são retiradas dos ninhos e levadas para o comércio ilegal, dentro e fora do Brasil.
Criado em 1997, o Projeto Papagaio-verdadeiro é executado pela Fundação Neotrópica do Brasil. O trabalho reúne pesquisa científica, educação ambiental, apoio a políticas públicas e ferramentas de manejo e conservação, como ninhos artificiais. Gláucia pede que a população não compre aves capturadas na natureza e denuncie quem retira ou vende filhotes nascidos em vida livre.
Aqueles que desejarem mais informações ou puderem ajudar o projeto podem entrar em contato direto pelas redes sociais do projeto ou Fundação Neotrópica.
Serviço:
As denúncias podem ser feitas à PMA (Polícia Militar Ambiental) - 67 3941-0141 ou na Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais) - (67) 3325-2567 ou (67) 3368-6144.
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