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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

16/02/2018 14:23

Torcida é grande pelo fim do horário de verão em Campo Grande

Troca de horário afeta a rotina das pessoas, mas especialista dá dicas de como se adaptar mais rápido

Danielle Valentim
“No horário de verão eu acordo mais cedo e parece noite. Ligo a luz mais cedo, tem que acabar, disse a ambulante Elizabete.(Foto: Danielle Valentim)“No horário de verão eu acordo mais cedo e parece noite. Ligo a luz mais cedo, tem que acabar", disse a ambulante Elizabete.(Foto: Danielle Valentim)

Adotado anualmente desde 1985, o horário de verão acaba no próximo domingo (18) e a grande torcida, nas ruas, é pelo fim da alternativa de economia de energia. Os relógios deverão ser atrasados em uma hora, o que possibilita um adeus às manhãs de céu escuro e boas vindas a uma noite mais longa. A troca de horário afeta a rotina das pessoas, mas especialista dá dicas de como se adaptar mais rápido.

As mudanças, do horário de inverno ou de verão, deixam as pessoas mais cansadas, menos concentradas e com mais sono, afirma o neurologista Lucas Moura. O impacto no organismo pode ser minimizado com algumas dicas de higiene do sono.

“O ideal é que o paciente passe a acordar mais cedo, inclusive, para que o organismo não sinta tanto impacto. Além disso, diminuir o uso do celular, computador ou outras coisas estimulantes à noite, favorecem o sono e dessa forma se alcança a qualidade do sono e descanso suficiente para o corpo”, disse.

Para Adriana Novaes, de 40 anos, o que mais incomoda é o troca-troca dos horários. “Não vejo grande economia, mas também vejo gasto. O que eu sinto é que quando estamos acostumando troca o horário e começamos tudo de novo, não há organismo que aguenta”, disse.

Segundo o especialista, a prática de exercícios é outra dica para minimizar os impactos da troca de horário e se adaptar entre 15 e 20 dias. “Atividades físicas na manhã ou fim da tarde relaxam o corpo. O uso de chás tranquilizantes e trégua à cafeinados reduzem os impactos, pelo menos neste período de adaptação ao novo horário”, finalizou.

A ambulante Elizabete Vilasboas, de 55 anos, que acorda cedo para preparar molhos de cachorro-quente diz que a economia é ilusão. “No horário de verão eu acordo mais cedo e parece noite. Ligo a luz mais cedo e quando chego em casa à noite continuo gastando. Criança assiste mais TV, ventilador e o gasto continua”, disse.

O vendedor Luís André, de 44 anos, se diz contra o horário e a favor do cancelamento definitivo. “Moro muito longe do meu serviço e preciso acordar muito cedo no horário de verão. Agora, veja bem, com a troca poderei dormir uma hora a mais, mas terei que dormir mais cedo para compensar, se não vou continuar passando o dia sonolento até acostumar novamente”, disse.

A aposentada Anésia Casimiro, de 64 anos, compartilha da mesma opinião de fim do horário de verão. “Se tem uma coisa que eu concordo é com o fim do horário de verão. Não existe economia, é muito claro, se você acorda mais cedo começa a usar a energia mais cedo ou se o dia acaba mais rápido teremos de usar a energia elétrica mais cedo”, disse.

"Fim definitivo" - O governo vai voltar a discutir se mantém ou não o horário de verão. Estudos sobre a viabilidade da manutenção do horário de verão, que abrange nove estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal (Brasília), estão sendo conduzidos no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reúne diversos órgãos governamentais ligados ao setor elétrico.

Em entrevista à Agência Brasil, o diretor-geral da Anel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Rufino, pontuou que a adoção da alternativa para gerar economia de energia no Brasil não se justifica mais. "A avaliação é que, sob a perspectiva do setor elétrico, o horário de verão não se justifica", disse Rufino.

As pesquisas apontam para o fato de que a adoção da hora adiantada não resulta mais em economia de energia, uma vez que a temperatura é quem determina o maior consumo de energia e não a incidência da luz durante o dia. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), atualmente os picos de consumo ocorrem no horário entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h.

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