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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

10/07/2013 22:14

Transporte piora, reclamam usuários em audiência sobre ônibus

Nyelder Rodrigues e Nadyenka Castro
Discussão girou em torno da tarifa e criação de fundo de subsídio (Foto: João Garrigó)Discussão girou em torno da tarifa e criação de fundo de subsídio (Foto: João Garrigó)

Carros parados, ou em lentidão, formando grandes filas nas principais vias da cidade. Ônibus presos em meio a congestionamentos e longa demora nos trajetos. O cenário que beira o caos já é realidade em Campo Grande e foi o tema de audiência pública nesta noite, na Câmara Municipal.

A audiência sobre “mobilidade e transporte público” foi presidida pelo vereador Carlão (PSB), já que o presidente da Comissão de Transportes da Câmara, Vanderlei Cabeludo, está doente. Várias autoridades e especialistas participaram, discutindo sobre causas e soluções para o problema do trânsito.

A formação de um fundo municipal, que ajudaria a reduzir o valor da tarifa, foi um dos pontos debatidos. O consenso é de que para melhorar o transporte público, é necessário além de abaixar a tarifa, melhorar a fluidez do trânsito, possibilitando que os ônibus coletivos cumpram suas rotas com mais agilidade e que os investimentos diretos no setor rendam mais.

A mesa de debate foi composta pelo promotor de justiça Eduardo Franco Candia, pelo engenheiro e consultor de transporte público, Antonio Carlos Marchezetti, pela diretora da Agetran, Kátia Castilho, pela presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Campo Grande, Ritva Cecilia de Queiroz Garcia Vieira, e pelo arquiteto e professor universitário Angelo Arruda.

Presentes no evento, também estavam os vereadores Eduardo Romero, Otávio Trad (PTdoB), Carla Stephanini, Edil Albuquerque (PMDB), Juliana Zorzo (PSC), Grazielle Machado (PR), Airton Saraiva (DEM), e Edson Shimabukuro (PTB), além do secretário de Infraestrutura, Semy Ferraz, o do diretor-presidente da Assetur, Silval Martins, e o diretor do consórcio Guaicurus, João Rezende Filho.

No que tange a tarifa, as críticas foram incisivas em apontar que o alto valor prejudica tudo o que envolve o transporte público. “Toda a gratuidade será paga pelo município”, afirmou Kátia Castilho, ao comentar a possível criação e implantação do fundo municipal.

Segundo a diretora da Agetran, 37% do transporte público da Capital é gratuito, e que para melhorar a fluidez é necessário investir em sistemas de controle de trânsito. No caso, um desses sistemas foi adquirido pela Prefeitura no período do final dos anos 90 e início dos anos 2000. Ela explicou que, apesar da bola qualidade, o sistema foi deixado de lado.

Agora, com a nova demanda do trânsito da Capital, outro sistema de controle do trânsito será adquirido através do pró-transporte. Entretanto, a capacidade tecnológica será inferior a do primeiro adquirido. Valores e prazos não foram informados. A construção de novos terminais e corredores de ônibus com o PAC Mobilidade também faz parte da pauta de estudos, assim como o uso da rua 15 de Novembro em mão dupla para o fluxo do transporte coletivo.

Círculo vicioso – O engenheiro Antonio Carlos Marchezetti é consultor da Logitrans, e atua em 12 países. Ele explanou sobre o assunto mostrando que o problema do trânsito acaba entrando em um círculo vicioso difícil de sair.

De acordo com Marchezetti, o aumento de renda da população fez crescer a venda de carros e motocicletas, aumentando o fluxo de veículos nas vias, e também reduzindo o número de pagantes no transporte coletivo.

A soma dessa equação resulta em redução de veículos de transporte público nas ruas, e mais congestionamentos e demora nos trajetos, e consequentemente aumento de tarifas. Daí, voltando ao ponto inicial do círculo.

Para representar uma maneira de barrar tal círculo, ele usou a paulista São José do Rio Preto como exemplo. Lá, a passagem custa R$ 1,95 no cartão e R$ 2 no dinheiro, e recebe subsídio de R$ 15 milhões da prefeitura. Com isso, o transporte público melhorou, houve queda no registro de veículos no trânsito e registro de acidentes, e aumento da atividade industrial também.

Conforme cálculos apresentados pelo engenheiro, em 12 anos, o valor da passagem aumentou 175%, sendo o vilão desse aumento o encarecimento do óleo diesel, que subiu 129%. Além disso, Marchezetti afirmou que há muitas gratuidades na cidade, mas apontou números inferiores aos apresentados por Kátia Castilho. Segundo ele, as gratuidades são 13% de estudantes, e 12,79% com idosos, PMs, oficiais de justiça, entre outros beneficiários.

Quanto aos gastos médios das empresas de transporte público em diversos locais, Antonio Carlos afirmou que as despesas com pessoal e encargos relacionados giram em torno 40 e 50% dos gastos. Diminuição de impostos como ICMS e ISS, e criação de medidas rápidas como faixas exclusivas e ampliação das estações de pagamentos, além da proibição de estacionamento em algumas vias em determinados horários, também ajudariam a melhorar a situação do transporte.

Desoneração – Já a presidente da Agência Reguladora, Ritvia Cecília Vieira, afirmou que a prefeitura trabalha pela desoneração da tarifa, hoje em R$ 2,75, mas o processo não é simples, pois envolve o trabalho todas as secretarias, e a desoneração não pode acontecer por questão políticas apenas.

Ela apontou que em cima do valor da passagem, incidem 3,92% de despesas administrativas, e outros 35,1% com gastos com pessoal. No caso de uma desoneração, a prefeitura reduziria R$ 690 mil da arrecadação mensal. Ritva também afirmou que não existe planilha do transporte, mas sim uma fórmula, que precisa ser estudada mais a fundo para saber como ela foi elaborada.

Outro que comentou sobre o assunto foi Ângelo Arruda, que classificou o problema de transporte da cidade como o maior de todos, já que a Capital se baseava em um sistema de vias com ligação centro-bairro, e apesar do crescimento, até hoje a cidade opera assim. Ele também afirmou que é necessário abaixar a tarifa “na porrada”, e classificou o modelo de gratuidade como perverso.



Alguem falou das placas dos ônibus?? emplacados em Botucatu/SP, ouseja poluem aqui e recolhem IPVA pra São Paulo e Botucatu! será que tá certo?
 
joao de deus em 11/07/2013 13:44:26
Já passou da hora de Campo Grande começar a pensar no metrô. Não podemos esperar chegar ao caos total para começarmos a agir.
 
Leomar Alves Rosa em 11/07/2013 13:31:32
O primeiro fato de termos um sistema de transporte precário começa pela Prefeitura (Agetran) com servidores que não conhecem e não se interessa por aprender sobre trânsito e transporte (como funcionam) e em segundo o medo da Prefeitura realizar uma licitação mais séria e não deixar cair sempre nas mãos dos mesmos donos (empresários). Isso sim é um circulo vicioso.
 
José Elton da Silva em 11/07/2013 12:30:00
Gostaria imensamente de entender para que existem os peg-fáceis do centro.

Eles NÃO funcionam como micro-terminais. É impossível descer do ônibus e esperar outro ônibus perto do peg-fácil; pelo contrário, você já desce fora do peg-fácil.

Durante a maior parte do dia, eles são mais lentos que os outros pontos, pois nas horas de poucos passageiros, os ônibus precisam parar fora do peg-fácil para saída de pouquíssimas pessoas (às vezes uma única) e só depois avançar uns metros e permitir a entrada, gastando um tempo desnecessário.

cont,
 
Marcos Hanemann em 11/07/2013 11:52:48
continuação
Não é um absurdo prender a pessoa que precisa pegar ônibus dentro de um único ponto... são dois!
1) se um ônibus demora horrores para passar, é impossível você desistir e ir para outro ponto, já que o passe está pago. No dia 07 de fevereiro esperei quase uma hora por um 080 na Praça Ary Coelho e o funcionário disse que não tinha autorização para devolver a passagem;

2) quando não existiam esses peg-fáceis, quem quisesse ir para a Universidade Federal, podia esperar o 087 na praça Ary Coelho, que passa na 13 de Maio, mas, se apontasse um 061, podia correr para a 15 de Novembro e ainda tomar o ônibus; isso é impossível hoje em dia porque a pessoa fica aprisionada nos peg fáceis.

continua
 
Marcos Hanemann em 11/07/2013 11:52:08
continuação
Os peg-fáceis NÃO são paradas obrigatórias de ônibus (como já me informou uma trabalhadora de lá), funcionando neste sentido como um ponto absolutamente comum, sem necessidade daquele aparato todo.

Pergunto: qual a vantagem que os peg-fáceis oferecem ao cidadão comum?
 
Marcos Hanemann em 11/07/2013 11:51:43
ta passano da hora de fazer uma mudanca geral no transpote publico; estudantes estadual e municipal tem que ser transferidos para seus bairro ou bairro proximos tem uns alunos que so vem para fazer baderna ainda tem passe livre lotao os onibus nos horario de pico e quando entrao de ferias a gente acha que vai melhorar para nos trabalhadores que pagamos todos os dias sem gratuidade eles diminui os onibus com atraso ate de 30;minutos. tem que diminuir a gratuidade deixar transporte para quem trabalha e paga integral......
 
antonia mariano em 11/07/2013 10:51:44
Se o número de vereadores aumentar novamente, quem sabe melhora.
 
Tereza Cunha em 11/07/2013 10:30:28
Verdade! Aonde eu moro está um transtorno hoje constatamos a falta de ônibus na linha, passam no período matutino, após 35 minutos de espera e o ponto lotado o motorista nos disse que foram retirados porque não tem estudantes, e não compensa andar com os carros com poucos passageiros, ou seja quem trabalha que se lasque chegue atrasado ao trabalho, ande como sardinha em lata, e sem contar o tanto de veículos velhos caindo aos pedaços e que volta e meia nos deixam na mão, ou melhor na rua esperando passar outro menos lotado para poder ir para casa. CAOS é pouco! Mas os poderosos só andam de carrão então pouco se lixam para o povo.
 
Gisele Muniz em 11/07/2013 10:11:35
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