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Campo Grande, Sexta-feira, 19 de Abril de 2019

19/12/2018 12:33

Trio especializado em golpe do seguro é transferido para presídio no interior

Os suspeitos se tornaram alvo da polícia após incendiarem uma colheitadeira em Sonora e foram levados nesta manhã para Coxim

Geisy Garnes e Bruna Pasche
Suspeitos na Deco nesta manhã (Foto: Henrique Kawaminami)Suspeitos na Deco nesta manhã (Foto: Henrique Kawaminami)

Trio preso por aplicar o golpe do seguro de maquinários agrícolas por todo o país foi transferido para Coxim - a 260 quilômetros de Campo Grande - na manhã desta quarta-feira (19). Os suspeitos se tornaram alvo da polícia após incendiarem uma colheitadeira em Sonora - a 364 quilômetros de Campo Grande.

Os três homens foram presos preventivamente por equipes da Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado) nas cidades de Salvador das Missões e Giruá, municípios do Rio Grande do Sul, no dia 11 de dezembro, foram trazidos a Campo Grande para prestar em depoimento e nesta manhã levados para ao Estabelecimento Penal de Coxim.

De acordo com a delegada Ana Cláudia Medina, responsável pelas investigações, o caso chegou a Deco em outubro e revelou que o trio era especializado em aplicar golpes de seguro. Segundo ela, os suspeitos tinham duas máquinas agrícolas e viajavam para várias cidades - principalmente do Mato Grosso - oferecendo os equipamentos para aluguel.

Em seguida, um dos integrante do trio ia até a propriedade e se apresentava como possível comprador do maquinário. Os suspeitos permaneciam no local e assim que conseguiam ficar sozinhos, ateavam fogo ou danificavam as máquinas intencionalmente.

“Dias depois voltavam ao Rio Grande do Sul e registravam boletim de ocorrência. Eles precisavam do registro para conseguirem entrar com o pedido de seguro”, explicou a delegada. Ainda conforme a delegada, o grupo danificava um maquinário mais barato e entravam com o pedido de seguro de uma segunda máquina, mais cara.

Ivalber Silva de Oliveira, de 53 anos, segundo a polícia, era o líder da quadrilha e ditava as regras do golpe. Era ele o responsável por se passar como procurador, dono ou possível comprador dos maquinários durante os golpes.

Fábio André Kaufmamn, de 36 anos, é apontado como o responsável por oferecer o maquinário aos fazendeiro. Ainda conforme a polícia, o suspeito é empresário e já teve várias apólices de seguro negados por atraso nos pagamentos. O terceiro e último envolvido é Rudi José Wammes, de 54 anos, que se passava como proprietário ou operador do maquinário.

Até o momento, a polícia já identificou pelo menos seis casos, o último aconteceu no dia 1º de agosto, em Sonora, e motivou a investigação. Depois de atearem fogo na colheitadeira alugada para uma propriedade da região, entraram mais uma vez com o pedido de seguro para receberem R$ 350 mil.

Um funcionário responsável pela análise do pedido reparou no entanto “inconsistências” no modelo e até no nome do proprietário, e resolveu procurar a polícia. Durante as apurações os suspeitos ainda tentaram subornar o proprietário da fazenda em Sonora. “Mas ele já havia sido ouvido pela polícia”. O trio ainda teria tentado “resgatar” a colheitadeira da propriedade, mas ela já estava apreendida.

A polícia ainda encontrou vários “sinistro” de incêndio na seguradora em nome de Fábio e identificou várias alterações na máquina agrícola. Os três suspeitos já tinham passagens por estelionato e agora responderão por estelionato simples, estelionato específico, associação criminosa e falsidade ideológica.




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