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Capital

Um ano depois de voltar à prisão, ex-guarda alvo da Omertà ganha liberdade

O ex-guarda foi preso pela 1ª vez em 2019, ganhou liberdade, mas em março do ano passado voltou a ser preso

Por Adriano Fernandes e Aline dos Santos | 23/05/2022 21:37
Guardas alvos da Omertà, que conseguiram liberdade na última semana. (Foto: Reprodução de Processos) 
Guardas alvos da Omertà, que conseguiram liberdade na última semana. (Foto: Reprodução de Processos)

Preso na Operação Omertà, por suspeita de envolvimento na milícia armada, alvo da operação, o ex-guarda municipal Eronaldo Vieira da Silva, sairá de trás das grades. Em decisão da 1ª Vara Criminal de Campo Grande o juiz Roberto Ferreira Filho, justificou que a manutenção da prisão preventiva de Eronaldo é, atualmente "desnecessária". Entretanto, Roberto Filho determinou que o acusado continue sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, dentre outras medidas cautelares para garantir que ele não fuja da justiça.

Eronaldo era o último dos três guardas implicados na operação - que retornaram à prisão no ano passado - que continuava preso. O ex-guarda foi preso pela primeira vez em setembro de 2019, ganhou liberdade meses depois, mas em março do ano passado retornou à prisão junto aos colegas Rafael Carmo Peixoto Ribeiro e Alcinei Arantes da Silva, por decisão da 2º Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Rafael e Alcinei também tiveram os alvarás de soltura expedidos pelo próprio Roberto Ferreira Filho, na terça-feira (17) passada.

Na decisão desta segunda-feira, o juiz citou que apesar da gravidade dos crimes apontados na denúncia tanto Eronaldo, quanto os outros três ex-guardas, em tese, não possuíam "posição de destaque, nem posição privilegiada na hierarquia da organização". Portanto, seria mais proporcional colocá-lo em liberdade monitorada.

Dentre as medidas cautelares, o juiz determinou que os ex-guarda não saia de casa entre às 20h e 6h de segunda a sexta-feira, nem durante fins de semanas e feriados. Ele usará  monitoração eletrônica por 180 dias e não vai poder mudar de residência sem comunicar à Justiça. A mesmas cautelares também foram aplicadas a Rafael e Alcinei.

Denúncia - A acusação contra os ex-guardas é de participação nos crimes de organização criminosa armada, corrupção passiva, constituição de milícia privada e extorsão. Conforme o trabalho da força-tarefa de delegados da Polícia Civil e promotores, Alcinei, Eronaldo e Rafael faziam parte da equipe de apoio às ações criminosas da organização chefiada por Jamil Name e Jamil Name Filho.

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