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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

18/01/2015 08:34

Usuários "lotam" ouvidoria com reclamações sobre o transporte

Alan Diógenes
Ouvidoria será realizada em oito terminais de ônibus da Capital e em um ponto de integração. (Foto: Marcelo Calazans)Ouvidoria será realizada em oito terminais de ônibus da Capital e em um ponto de integração. (Foto: Marcelo Calazans)
Silvia disse que valor da tarifa não corresponde com serviço prestado. (Foto: Marcelo Calazans)Silvia disse que valor da tarifa não corresponde com serviço prestado. (Foto: Marcelo Calazans)

Equipes da Ouvidoria-geral da Prefeitura Municipal de Campo Grande estão visitando os oito terminais de ônibus e o Ponto de Integração Hércules Maymone para ouvir os usuários sobre a qualidade do serviço oferecido. Os questionários agradaram a população que tem uma série de reclamações em relação ao transporte coletivo.

No Terminal Morenão por exemplo, a reclamação é antiga e unânime entre os usuários: a superlotação. A operadora de caixa Kelly Gomes, 33 anos, disse que sempre pega ônibus lotado para ir e voltar do serviço. “Pego o ônibus da linha 85 e ele está sempre cheio. Eles deveriam colocar mais ônibus articulados em minha opinião. A gente paga tão caro pela passagem, que deveríamos ter um serviço de qualidade”, comentou.

A assistente social Veranice Simões, 53, concordou com Kelly, mas chamou a atenção para outro fato. “A superlotação sempre acontece nos horários de pico, mas o pior problema é a falta de segurança. A partir das 22h, é arriscado ficar nos terminais, por que você pode ser roubado”, mencionou.

Já a manicure Silvia Soares Ribeiro, 48, aprovou a ouvidoria implantada pela administração municipal, mas como a maioria dos usuários, continua achando o valor da tarifa do transporte coletivo muito alta. “Pagar R$ 3 é um absurdo, por que o valor não corresponde ao serviço prestado. Existem muito pouco ônibus nas linhas. Ainda bem que eles criaram essa canal de reclamações, pelo menos assim eles sabem o que é o povo quer”, finalizou.

As equipes permanecerão nos terminais por mais 15 dias e, depois, será feito um relatório sobre a qualidade do serviço que será enviado à Assetur (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano), Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados), Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Guarda Municipal e Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação).

Kelly reclamou da superlotação nos terminais do transporte coletivo da Capital. (Foto: Marcelo Calazans)Kelly reclamou da superlotação nos terminais do transporte coletivo da Capital. (Foto: Marcelo Calazans)
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Se o prefeito e seus assessores usassem os ônibus (como ocorre no primeiro mundo), já teriam solucionado os problemas do transporte coletivo. Longos intervalos entre os ônibus, pontos de ônibus sem cobertura e iluminação, ausência de informação sobre horários e intinerários nos pontos de ônibus, veículos desconfortáveis e guiados por motoristas alucinados, etc. A questão do trânsito na cidade só será resolvida quando for dada prioridade aos ônibus e à bicicleta. É assim no mundo todo, não será diferente em Campo Grande!
 
Luiz Pereira em 18/01/2015 10:45:09
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