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Capital

"Vencido" por abelhas, Marlon voltou à prisão na 16ª passagem policial

Homem atacado por enxame ontem, após tentar invadir casa, estava solto havia só 5 meses

Por Clayton Neves | 16/04/2021 13:19
Morador (de camisa vermelha) e bombeiros tentam conter o suspeito (Foto: Henrique Kawaminami)
Morador (de camisa vermelha) e bombeiros tentam conter o suspeito (Foto: Henrique Kawaminami)

Atacado por abelhas durante tentativa de furto na manhã de ontem (16), Marlon Roberto Ribeiro, de 27 anos, acumula 15 passagens pela polícia desde a adolescência. Agora, depois de ser "vencido" pelo enxame e detido por moradores da Vila Piratininga, a Justiça decidiu que o homem, que diz ser morador de dua há dois, continuará preso.

A prisão em flagrante por furto qualificado foi transformada em preventiva esta manhã na audiência de custódia pelo juiz plantonista Alexandre Antunes da Silva. No despacho, ele anota que, embora exista recomendação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para determinar prisões só em casos mais graves, por causa da pandemia de covid-19,  a situação de Marlon exige cadeia.

Os produtos que ele tentou furtar, e só foi impedido por vizinhos da casa e pelo ataque de abelhas, têm valor estimado em R$ 1,3 mil.

Marlon não tinha mandados de prisão em aberto, mas carrega  na ficha policial mais de 15 passagens, responde a ação por furto e foi solto há menos de cinco meses.  Há registros por roubo, furto, tráfico de drogas, receptação e ameaça.

Em depoimento à Polícia, Civil ele confirmou que ontem, por volta das 7h30, invadiu uma casa desabitada para furtar. Levou produtos como tablet, fone de ouvido e ar-condicionado. A intenção era vender os materiais.

No entanto, o plano arquitetado foi por água abaixo depois de vizinhos notarem a presença do suspeito no local. Para não ser pego, ele deixou o que havia furtado para trás, em duas mochilhas, e fugiu pulando muros de imóveis vizinhos.

Cena impressionante - Abrigado em um terreno baldio, Marlon teve outra surpresa: uma caixa de abelhas que se irritaram com a presença e passaram a atacá-lo. Picado pelas abelhas, produziu uma das imagens mais sui generis em ocorrências policiais do ano: na cena de sua prisão, aparecem um bombeiro com uma arma na mão, um morador com um  porrete e um outro bombeiro vestido de roupa especial para controlar as abelhas.

O endereço novo de Marlon é o presídio de regime fechado da Gamaleira, apelidado na massa carcerária de "Supermáxima".

(Matéria editada às 14h11 para acréscimo de informação)


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