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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

05/08/2014 20:28

Vivendo em área de risco, moradores temem despejo e aguardam novas moradias

Michel Faustino
Antônia vive há seis anos na área irregular (foto: Marcelo Vitor)Antônia vive há seis anos na área irregular (foto: Marcelo Vitor)

Os moradores do Jardim Itamaracá, região sudeste de Campo Grande, convivem diariamente com a insegurança de não saber até quando viverão em suas casas. As famílias ocupam há anos áreas de comodato da Prefeitura, que foram consideradas locais de risco por estarem próximo ao córrego Bálsamo. Com o temor de serem despejados, os moradores esperam ser remanejados para novos conjuntos habitacionais.

De acordo com o pintor, Elias Ferreira dos Santos, 53 anos, na área próxima ao córrego, vivem pouco mais de 50 famílias. Segundo ele, grande parte dos moradores possuem cadastro na Emha (Agência Municipal de Habitação) e seriam contemplados com a entrega do conjunto residencial José Maksoud, na Moreninha IV – região sul da Capital.

“Estamos esperando. Eles prometeram que levariam a gente pra lá e até agora não entregaram. O pessoal da Emha sempre está aqui, mas a gente não sabe até quando vamos aguentar ficar aqui”, disse.

Já a dona de casa, Antônia Apontes Vargas, 36 anos, que morra ao lado do Córrego há mais de seis anos diz que está cansada de promessas. "É sempre a mesma coisa. Eles vem e falam que vão tirar a gente daqui e enquanto isso ficamos aqui na mesma. E não duvido eles tiraram a gente daqui da força. Vivemos largados aqui. Sem condições nenhuma", disse.

Antônia diz que, mesmo sabendo dos riscos, utiliza a água do córrego para beber, cozinhar e lavar roupa. "Não tem o que fazer. Sei que é arriscado, mas é o que temos", disse.

Segundo ela, o marido que é pedreiro possui cadastro na Emha e está aguardando para ser remanejada para outro lugar há mais de quatro anos. "Meu marido tem registro, eles vem aqui e não adianta nada. Falaram que iam levar a gente ainda este mês, mas acho conversa", disse.

 Expectativa -  A Prefeitura pretende entregar as casas do Residencial José Macksoud, ainda este mês (agosto) durante as comemorações alusivas ao aniversário de 115 anos da Capital. o Residencial tem 482 casas, sendo15 adaptadas para pessoas com necessidades especiais.

O conjunto, construído ao lado do Parque Jacques da Luz nas Moreninhas, é destinado ao reassentamento de famílias que moram na Favela da Alta Tensão (localizada na região) e em áreas de risco na região do Córrego Bálsamo e que ocuparam áreas públicas onde foi aberto o prolongamento da avenida Rita Vieira até a avenida Guaicurus. O investimento é de R$ 27,8 milhões, sendo R$ 4,251 milhões da Prefeitura.

 



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