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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

05/09/2018 06:17

Vizinhos comparam e questionam diferença de tempo entre obras

Na Brilhante, trabalho está empacado, enquanto na Consul Assaf Trad, comerciantes comemoram avanço

Kleber Clajus
Na Brilhante, empresários e motoristas convivem com interdições (Foto: Kleber Clajus)Na Brilhante, empresários e motoristas convivem com interdições (Foto: Kleber Clajus)

Financiadas pela Caixa Econômica Federal, as obras realizadas na Rua Brilhante e Avenida Cônsul Assaf Trad contrastam em relação ao tempo de execução e provocam a curiosidade de quem convive com os trabalhos. A pergunta que surge é: por quê a primeira está "patinando", enquanto a outra já está bastante avançada.

Na Brilhante, o trabalho está a cargo do Exército e na avenida da região Norte a Equipe Engenharia faz o trabalho como parte do processo de pavimentação do bairro Nova Lima.

Os empresários Jean Batista e Veronice Sbissigo, de 26 e 40 anos, buscam contornar os prejuízos em suas lojas automotiva e floricultura, respectivamente, localizadas na Brilhante. Ele contabiliza até 30% menos movimento, uma vez que os clientes evitam a via por estar constantemente interditada. "Cliente fiel liga antes, mas parece que a obra não vai terminar".

Veronice apela para o bom humor enquanto máquinas trabalham em remendo profundo na pista da esquerda fazendo tremer as estantes de flores. "É muito chato. Cada 10 dias começam de novo. Estão procurando o quê, ouro ou petróleo? Nunca vi cavarem tanto".

A obra iniciada em fevereiro do ano passado, fruto de convênio entre a Prefeitura de Campo Grande e o BEC (Batalhão de Engenharia de Construção), tem por objetivo estruturar um corredor para o transporte coletivo na região sudoeste ao custo de R$ 24 milhões. Contudo, o valor foi reduzido para R$ 5,7 milhões depois que o Exército desistiu de trechos como das avenidas Bandeirantes e Marechal Deodoro ao enfrentar problemas estruturais na Brilhante.

Diante das críticas pela demora na conclusão dos serviços de pavimentação e drenagem, o CMO (Comando Militar do Oeste) justificou em nota que atrasos foram resultado da falta de atualização dos registros sobre adutoras de água, redes de esgoto e telefonia na área, transição de governo entre as gestões de Alcides Bernal (PP) e Marquinhos Trad (PSD), ausência de garantia dos recursos de contrapartida municipal e intenso período de chuva.

Cônsul Assaf Trad tem sido recapeada pela empresa Equipe Engenharia (Foto: Kleber Clajus)Cônsul Assaf Trad tem sido recapeada pela empresa Equipe Engenharia (Foto: Kleber Clajus)
Marcelo Lima comemora asfalto em frente a sua empresa de nutrição animal (Foto: Kleber Clajus)Marcelo Lima comemora asfalto em frente a sua empresa de nutrição animal (Foto: Kleber Clajus)

Contraste - Em trecho da Cônsul Assaf Trad, no Nova Lima, empresários comemoram a chegada do asfalto onde poucos clientes não ficavam atolados quando enxurrada tomava parte da via durante os dias de tempo chuvoso.

Sandra Theisen, 43 anos, contabilizou um aumento de 20% no fluxo de pessoas em sua churrascaria. "A obra depois que recomeçou foi rápida e, pelo que se vê, o serviço parece bem feito. Agora vem um público diferente e acredito que a empresa teve pressa na obra para receber". Já Marcelo Lima, 48 anos, disse que o fim do "areião" na frente da empresa de nutrição animal fez valorizar o imóvel e tem sido muito elogiado.

Nessa área, a Equipe Engenharia venceu licitação de R$ 20,9 milhões e iniciou as obras no Complexo do Nova Lima em 2016. Contudo, questionamento jurídico do contrato da Águas Guariroba, responsável pela rede de esgoto, levou a paralisação dos trabalhos em agosto do ano passado. Em contrapartida, a retomada do serviço ocorreu em maio e no mês de julho a empresa recebeu aditivo de R$ 2,9 milhões para recapear toda a extensão da Cônsul Assaf.



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