Vizinhos discutem impacto de hotel de luxo perto do Parque das Nações
Apresentação detalhpu operação do empreendimento, geração de empregos e cronograma até 2030

O empreendimento que abrigará o primeiro hotel da rede Hilton em Campo Grande poderá receber cerca de 250 hóspedes, terá spa, piscina de borda infinita, três salões de eventos e 60 salas empresariais.
RESUMO
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O primeiro hotel da rede Hilton em Campo Grande terá 121 apartamentos, spa, piscina de borda infinita e 60 salas comerciais. O empreendimento de R$ 90 milhões será construído na Avenida Mato Grosso e deve gerar 200 empregos na obra e 75 permanentes após a inauguração. As obras começam em julho de 2028, com previsão de conclusão em dezembro de 2030.
Os detalhes foram apresentados nesta terça-feira (16), em audiência pública que a Prefeitura promoveu para discutir o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) do complexo que será construído na Avenida Mato Grosso, no Bairro Santa Fé.
As informações complementam os dados já divulgados anteriormente sobre o projeto de R$ 90 milhões, previsto para ocupar um terreno de 2,3 mil metros quadrados próximo à rotatória da Via Park.
Durante a audiência, o diretor-presidente da Revpar Incorporações, Danilo Canuto, afirmou que o hotel seguirá o padrão boutique de luxo da bandeira Hilton e contará com 121 apartamentos, entre eles uma suíte presidencial e cinco suítes especiais.

“Ele é um hotel boutique, de alto padrão. Em relação a estrelas, seria um hotel cinco estrelas. Vai contar com 121 apartamentos, sendo uma suíte presidencial, cinco suítes maiores e apartamentos padrão com 27 metros quadrados”, disse.
Segundo o empresário, a capacidade estimada é de aproximadamente 250 hóspedes. O empreendimento também terá restaurante, academia, spa, área de lazer e piscina com vista para o Parque das Nações Indígenas.
“No pavimento de lazer teremos sushi bar, spa, academia e uma piscina de 80 metros quadrados, com borda infinita e vista para o parque”, afirmou.
Os responsáveis pelo projeto avaliam que o empreendimento poderá impulsionar a valorização imobiliária do Bairro Santa Fé e aumentar a circulação de visitantes em áreas próximas, como a Praça Bolívia e o Parque das Nações Indígenas. Além da hospedagem, o complexo terá dez andares destinados ao setor corporativo. Serão 60 salas comerciais, incluindo unidades duplex. Os usuários poderão utilizar serviços oferecidos pelo hotel.
“Quem adquirir salas poderá solicitar almoço durante reuniões, utilizar serviços pay per use e ter benefícios exclusivos na área de eventos, hospedagem e alimentação”, explicou Canuto.
Em números - O cronograma apresentado à Planurb durante a audiência prevê início das obras em julho de 2028 e conclusão em dezembro de 2030. O prazo estimado para construção é de 30 meses.
O estudo aponta ainda a geração de 200 empregos durante a fase de obras, sendo 50 diretos e 150 indiretos. Após a inauguração, a expectativa é de criação de 75 postos de trabalho permanentes, entre hotel e setor empresarial. O documento também destaca que a região conta com sete pontos de ônibus e quatro ciclovias em um raio de 500 metros.
O projeto também prevê um pavimento exclusivo de lazer, com áreas cobertas e descobertas, além de 123 vagas de estacionamento distribuídas entre os diferentes usos: 11 para lojas, 32 para o hotel, 60 para o setor empresarial e 20 para motocicletas.
Outro dado apresentado aos participantes foi a estimativa de arrecadação de tributos. Segundo o levantamento, o empreendimento poderá gerar cerca de R$ 4,1 milhões em IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), ISS (Imposto Sobre Serviços) e ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), valor superior aos R$ 34,3 mil atualmente recolhidos pelo terreno.
Durante o debate, uma das questões levantadas envolveu a proximidade de uma escola municipal localizada ao lado do futuro empreendimento. Canuto afirmou que a operação do hotel adotará medidas para evitar conflitos com a rotina dos estudantes.
“Vamos ter cuidado para que atividades de carga e descarga de alimentos e bebidas não ocorram nos horários de entrada e saída da escola”, finaliza.
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