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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

26/11/2011 10:25

CNJ investiga envolvimento de cartórios e magistrados na grilagem de terra em MS

Paula Maciulevicius

Órgão vai instituir sistema de análise que será acionado toda vez que houver processo sobre transações financeiras acima de R$ 100 mil

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) vai investigar envolvimento de cartórios e magistrados em grilagem de terra em Mato Grosso do Sul que já são alvo de análise no Estado. Na reunião de Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro encerrada nesta sexta-feira, o órgão aprovou a meta de integração de informações dos cartórios extrajudiciais, que possam identificar operações suspeitas.

A tarefa que já é a cargo do Conselho, vai instituir um sistema semelhante ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que analisa todas as transações financeiras acima de R$ 100 mil, para investigar a compra e venda de imóveis de valores altos, ou transações feitas por pessoas com renda incompatível.

Durante a reunião, a ministra Eliana Calmon afirmou estar convicta da necessidade de estudar a evolução patrimonial dos suspeitos e disse ainda estar ciente de que a iniciativa será contestada pelas associações de magistrados. Mas ressaltou é necessária para dar “um pouco mais de transparência” ao Judiciário e reduzir os casos de corrupção.

A ministra defende que a criação do sistema é relevante devido ao envolvimento de cartórios e magistrados não só em Mato Grosso do Sul, mas englobando uma faixa que vai do Piauí ao Pará, passando pela Bahia, Goiás e Mato Grosso. Os casos estão em investigação nas corregedorias dos tribunais locais. (Com informações Conselho Nacional de Justiça)

“Estou agora fazendo investigações patrimoniais de magistrados com o apoio dos órgãos que compõem a Enccla”, explicou. A Estratégia Nacional, coordenada pelo Ministério da Justiça, é formada por mais 60 órgãos públicos, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público.

O combate a esses crimes exige ação conjunta, como a conduzida pela Estratégia Nacional, comentou o procurador-geral da Justiça do Estado de São Paulo, Fernando Vieira. “A Enccla representa soma de esforços, o exercício das forças do bem para enfrentar essa chaga que é a corrupção, o crime organizado”, afirmou.



Esses organismos precisam ir além do anúncio de medidas sérias. Nunca lemos sobre as condenações, as punições, a perdade de investidura (a aposentadoria vem como prêmio). Mesmo assim, está na hora desse CNJ ganhar um crédito de confiança da população (povão, mesmo!). Quem sabe ainda poderemos acreditar na REFUNDAÇÃO da República. Sonho?
 
fernando vieira em 27/11/2011 12:23:14
Agora sim, estou vendo coisa séria no ar.
Até ntão era só paleativo.
Temos que nos livras dos corruptos que locupletam o nosso dinheiro e recursos naturais de forma parasitária e formarmos uma nova Nação brasileira com muita paz, honestidade e respeito ao próximo.
Chega destes bandidos que estragam nosso país maravilhoso.
 
Junior Condra em 26/11/2011 11:41:46
Plenamente de acordo Sr. Junior Condra. Viver e um País maravilhoso e livre desses corruptos é o sonho da maioria dos brasileiros. Podem contar comigo!
 
Jorge Almoas Jr em 26/11/2011 08:47:48
Espremer as laranjas para encontrar os bagaços ... já estava demorando.
 
Ricardo Lopes em 26/11/2011 06:51:46
Calma Junior!!! isso é só mais um caso que vais nos fornecer mais uma bela pizza!!! nao se esqueça que o CNJ é formado tb por magistrados!! e a corrupção está no DNA de todo povo brasileiro.
 
Marcio Amaral em 26/11/2011 05:09:19
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