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05/04/2011 09:47

Cimi diz que índios ocuparam fazendas porque Pedrossian esta vendendo as áreas

Fabiano Arruda

Índios ocuparam duas fazendas ontem em Miranda

Mesmo grupo acampou no ano passado em fazenda dos Pedrossian.(Arquivo)Mesmo grupo acampou no ano passado em fazenda dos Pedrossian.(Arquivo)

A ocupação de duas fazendas por índios ontem em Mato Grosso do Sul é resultado da demora na conclusão do processo de demarcação de terras, segundo o Cimi/MS (Conselho Indigenista Missionário). Segundo a entidade, as terras já estão, inclusive, sendo vendidas.

"Já tem fazendeiro fazendo venda ilegal das terras. Na Charqueado, nem tem mais gado. Essa terra ‘tá’ no nome do fazendeiro, mas ‘tá’ na mão de um comerciante de Miranda que já ameaçou a comunidade”, diz o índio Vahelé Terena.

Os terena da “Cachoeirinha”, em Miranda, ocuparam ontem as fazendas “Charqueado”, às 9h30 e, por volta das 14h, a fazenda “Petrópolis”, ambas do ex-governador Pedro Pedrossian.

Segundo o Cimi, os terena retomaram uma pequena parte do total de 36.288 hectares da Terra Indígena Cachoeirinha, já reconhecida como tradicionalmente ocupada pelo povo Terena, conforme o Relatório de Identificação publicado no DOU (Diário Oficial da União), em 2003.

Em 2007 foi assinada a Portaria Declaratória dos limites da terra indígena pelo Ministro da Justiça. O procedimento administrativo de demarcação foi parcialmente suspenso em 2010, por decisão liminar proferida pelo Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, em beneficio de Pedrossian.

O Cimi também considera que, após a edição da Portaria Declaratória em 2007, pouco se avançou para a conclusão definitiva da demarcação. “Restam a fazer os pagamentos de benfeitorias aos ocupantes não índios, a demarcação física da área e a assinatura do Decreto de Homologação pela Presidenta da República”, informa o conselho.

Espera - Após oito anos de espera, o índio Vahelé Terena acredita que as ações de hoje sirvam para chamar a atenção do Supremo Tribunal Federal para a situação difícil vivida pelos Terena.

“O processo ficou parado, ninguém fez mais nada. A Funai ficou negociando as benfeitorias, mas os fazendeiros se recusam a receber o dinheiro”, explica Vahelé.

Ainda conforme o Cimi, os indígenas sofreram intimidações ontem, logo que entraram na fazenda Charqueado. “Abordaram nossos companheiros [Terena] e ameaçaram tomar a moto de um deles se ele não informasse sobre quem estava na ação. Os policiais também ameaçaram invadir a Charqueado durante a noite”, denuncia Vahelé.

Já na Petrópolis, vinte pistoleiros ameaçavam os terena “dando tiros para o alto”, apesar da presença da polícia militar no local, diz Vahelé.

É a terceira vez que os Terena retomam a área, informa o conselho. Em maio de 2010, após permanecer por sete meses na fazenda, a comunidade foi violentamente desalojada com o uso de bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e cães.

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Senhor Silvio Ricarte Granja , quem compra mal e paga mal , paga duas vezes ou perde o que comprou , o certo ao comprar qualquer propriedade é pedir uma certidão centenária ou vintenária , se registrou e o cartório comeu a grana tudo bem , as vezes quem vende para quem não sabe ,vende barato, aproveita e compra , e depois la vem pepino , os direitos dos índios ,existe uma legislação especial ,fruto de acordo internacionais do qual o Brasil faz parte e tem que cumprir , e tem direitos imprescritíveis , os índios são seres humanos igual a todos nós , e pelos registro históricos eles estavam nesta região bem antes do Branco, e olha que os índios terenas produzem , e vendem em Miranda , Anastácio ,Aquidauana e Campo Grande etc.....tal , tem muita terra para pouco índio ,mentira , por exemplo nas seis mil hectares e várias aldeias de Taunay , quantos índios vive ? acredito hoje mais de cinco mil ´índios , no entanto tem família de não índio que tem quatro pessoas na familia e mais 60 mil hectares improdutiva , ´ e só vive pendurado no Banco do Brasil , como juro bom ,camionete novas etc.....pra lá e prá cá ...etc..tal , esses fazendeiros do MS , são tão desorganizados que vivem levando balão do frigoríficos espertos ,quando vendem sua pouca produção de gado .
 
Paulo Roberto Marques Pereira em 05/06/2011 01:53:39
As pessoas confundem muito quando precisam de favores te acham fácil, quando os conseguem te esquecem, mas como dizem lá pelas bandas da Região de Miranda "A Onça, não sente sede só uma vez".
 
David Drummond Barreto dos Reis em 05/04/2011 12:23:14
Todo cidadão que ocupar terras alheias tem que ser fichado na policia federal, tem que responder criminalmente pelos seus atos e se ouver incidencia tem que ser preso e condenado.
Nós apredemos o dono é quem registra em seu nome a sua propriedade.
Não temos informações de que as fazendas invadidas estão em nome da Funai e ou Ongs, isto é o suficiente o suficente e legal para permanecer na terra quem pagou por ela.
Se a Funai e ou Ongs que os apoia tem interesse, eles tem que comprar, pagar o justo valor de uma idenização.
 
SILVIO RICARTE GRANJA em 05/04/2011 12:12:28
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