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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

12/06/2009 17:08

Depen apura se agentes retiram imagens de presídio

Redação

O diretor do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), Wilson Damásio, confirmou a investigação da Polícia Federal após denúncia envolvendo imagens captadas dentro do Presídio Federal de Campo Grande.

Ao Campo Grande News, ele garantiu que foi o próprio órgão que solicitou a apuração, depois de denúncias de que um grupo de "6 agentes" teria retirado imagens do presídio para exibir em uma "reuniãozinha" fora da unidade.

Damásio diz, porém, que não sabe de qualquer sistema de monitoramento em vídeo instalado para registrar as visitas íntimas de presos, "muito menos de relação sexual", afirma.

As imagens exibidas sem autorização seriam de outras áreas da unidade, onde a vigilância é permitida pela Justiça.

Segundo ele, processo disciplinar também foi instaurado para verificar se houve quebra de sigilo funcional, o que pode levar a exoneração dos envolvidos.

"Tudo que é registrado dentro do presídio é um documento, ninguém pode retirar dali e sair exibindo", explica o diretor.

Damásio diz que recebeu as denúncias em dezembro do ano passado e imediatamente enviou um ofício ao corregedor do presídio, na ocasião o juiz federal Odilon de Oliveira, pedindo investigação.

"A denúncia é de que agentes reunidos na casa de um deles exibiram as imagens", resume alegando sigilo imposto ao inquérito.

Ele lembra que são 280 câmeras espalhadas pela unidade, mas garante que toda a captação é feita em locais permitidos pela Justiça, sem qualquer risco aos direitos dos presos. "Gravamos sempre com autorização", ressalta.

O diretor lembra da Operação X, que foi desencadeada após gravações de conversas entre presos e advogados e revelou no ano passado plano, para garantir fuga, que integrava os grupos dos traficantes Fernandinho Beira-Mar, do Colombiano Juan Carlos Abadia e de José Reinaldo Ginoti, que participou do assalto ao Banco Central de Fortaleza (CE).

O esquema, segundo a Polícia Federal, envolvia extorsão e sequestros de juízes,

membros do poder público e até de um dos filhos do presidente Lula.

"Só com as gravações foi possível descobrir o esquema, mas tudo foi feito sob ordem da Justiça", assegura o diretor do Depen. Sobre a investigação, Damásio diz que só falará novamente ao fim do inquérito.

"Não temos pressa, queremos apurar os fatos com responsabilidade", justifica.

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